
A grande maioria das praias do Paraná são próprias para banho. Dos 49 pontos analisados na Ilha do Mel, Pontal do Paraná, Matinhos, Guaratuba, Morretes e Antonina, apenas em sete locais as águas não estão próprias para banho, com índice de 85%.
Na Ilha do Mel (Paranaguá), cinco dos seis locais analisados estão próprios, com destaque para as praias do Farol, de Fora e Grande, todas com águas limpas desde o começo da temporada. Em Pontal do Paraná, que tem a maior orla entre as praias, apenas um local está impróprio entre 11 analisados, com destaque para Atami, Pontal do Sul, Ipanema e Praia de Leste, próprios para banho desde o início do verão.
Em Matinhos a balneabilidade alcança 93% e em Guaratuba, 85%. Morretes e Antonina, cidades históricas do Litoral, também têm pontos próprios para banho.
De acordo com o relatório ampliado do Verão Maior Paraná, dos 66 locais analisados pelo Instituto Água e Terra (IAT) no Litoral, Costa Oeste – onde estão os balneários do Lago de Itaipu – e no Rio Paranapanema, no Norte, apenas 11 não são recomendados para banho, ou seja, 83% têm boa qualidade da água. As informações constam no 5º Boletim de Balneabilidade do IAT, referentes à semana de 16 a 22 de janeiro. Acesse os boletins AQUI .
O IAT orienta que os banhistas observem sempre a sinalização nas praias e balneários. A bandeira verde indica local próprio para banho, enquanto a bandeira vermelha aponta trechos impróprios. A recomendação é evitar o contato com a água nesses pontos, principalmente após períodos de chuva, quando a contaminação tende a aumentar.
Os boletins de balneabilidade são disponibilizados durante a temporada de verão, período em que há maior fluxo de usuários nos locais monitorados. As amostras de água são coletadas nas segundas-feiras e analisadas durante a semana no laboratório do instituto, em Curitiba. O monitoramento das águas verifica se há contaminação por esgoto sanitário clandestino e indica a possibilidade de uso dos espaços públicos para atividades de lazer, como natação, mergulho e esqui.

INVESTIMENTOS DA SANEPAR– Para manter as praias do Paraná cada vez mais limpas, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) está investindo R$ 1,4 milhão na limpeza de galerias de água de chuva. A empresa realiza serviço extra para prevenir que entupimentos na rede de drenagem pluvial, de responsabilidade do município, causem transbordamento de esgoto no Litoral.
Para fazer esse serviço, a Sanepar contratou dois caminhões de alta capacidade de sucção para a limpeza de galerias pluviais, sistemas subterrâneos que coletam, transportam e drenam a água da chuva. A medida faz parte de um esforço inédito para assegurar a qualidade ambiental e a tranquilidade dos veranistas.
A operação de drenagem faz parte de um pacote maior de investimentos da Sanepar para a temporada. Estão sendo aportados R$ 25 milhões em ações diretas , como reforço de 15 reservatórios contêineres, contratação de 24 caminhões-pipa e 31 geradores de energia elétrica. Além disso, o controle em tempo real das redes foi reforçado com 130 pontos de telemetria, sendo 100 deles na rede de água e 30 na rede de esgoto.
Além do maquinário pesado, a companhia aposta em inovação sustentável. Inspirados no sucesso da ecobarreira de Curitiba, funcionários da Sanepar realizaram, de forma voluntária, a instalação de uma ecobarreira em Matinhos, utilizando materiais recicláveis para conter resíduos flutuantes.
Apesar do reforço operacional, a companhia alerta que a colaboração da população é vital. As redes de esgotamento sanitário não são projetadas para receber água da chuva. A orientação é que a água de calhas e ralos externos sejam direcionadas para a galeria pluvial. Já a água usada em banheiros, pias e tanques deve ir para a rede de esgoto.
A Sanepar também faz um apelo: em dias de alagamento, jamais abra as tampas de bueiros de esgoto para escoar a água da rua. Essa prática, além de ser perigosa, introduz lixo e areia na rede, causando entupimentos graves e refluxo de esgoto para dentro das residências.
Para apoiar a população, equipes de agentes educacionais estão no Litoral para distribuir sacolas para coleta de lixo e orientar sobre o uso consciente da água e a separação correta das redes, garantindo que o sistema de saneamento — que hoje trata 100% do esgoto coletado — continue operando com eficiência.
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