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EUA pressionam México para permitir ações militares conjuntas contra cartéis, diz NYT

EUA pressionam México para permitir ações militares conjuntas contra cartéis, diz NYT

15/01/2026 às 19h50
Por: Redação Fonte: Infomoney
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EUA pressionam México para permitir ações militares conjuntas contra cartéis, diz NYT

EUA pressionam México para permitir ações militares conjuntas contra cartéis, diz NYT.

 

Trump quer presença de tropas ou agentes americanos em batidas a laboratórios de drogas; Sheinbaum resiste por temor de violar soberania mexicana e criar crise interna.

Os Estados Unidos têm aumentado a pressão sobre o governo do México para autorizar a atuação de forças militares e de inteligência americanas em operações conjuntas contra laboratórios de fentanil em território mexicano. As informações são do The New York Times.

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Segundo o jornal, Donald Trump quer que tropas de Operações Especiais ou agentes da CIA acompanhem militares mexicanos em incursões contra estruturas ligadas a cartéis – algo que, na prática, ampliaria de forma o papel dos EUA dentro do país vizinho.

A iniciativa ganhou fôlego após a operação que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, no início de janeiro, vista em Washington como um sucesso operacional.

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Animado pelo resultado, Trump tem defendido publicamente uma postura mais agressiva contra cartéis, dizendo que “é hora de acertar em cheio” organizações baseadas no México.

Ao mesmo tempo, setores do governo americano passaram a discutir até a possibilidade de ataques com drones contra alvos ligados ao narcotráfico, hipótese que é considerada uma violação direta da soberania mexicana.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, tem reiterado que rejeita a entrada de tropas estrangeiras no país, embora afirme estar disposta a ampliar a cooperação com os EUA na troca de informações e em ações de inteligência.

Ela tem sinalizado alternativas, como maior integração de americanos em centros de comando e uso de dados coletados por drones e agências de espionagem dos EUA, sem participação direta de militares estrangeiros em operações em solo mexicano.

Hoje, agentes americanos já atuam em conjunto com forças locais em atividades de inteligência, mas não participam de ações armadas.

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