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Governos árabes acreditam que tensão entre EUA e Irã diminuiu, diz jornal

Governos árabes acreditam que tensão entre EUA e Irã diminuiu, diz jornal

15/01/2026 às 19h08
Por: Redação Fonte: Reuters
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Governos árabes acreditam que tensão entre EUA e Irã diminuiu, diz jornal

Governos árabes acreditam que tensão entre EUA e Irã diminuiu, diz jornal.

 

Governos do Oriente Médio veem chance de diálogo, enquanto movimentos militares dos EUA ainda deixam a região em alerta.

Governos árabes avaliam que a tensão entre Estados Unidos e Irã perdeu força nos últimos dias, depois de uma ofensiva diplomática para convencer Washington a não partir para um ataque militar contra Teerã. As informações são do jornal Financial Times.

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Segundo fontes próximas a países da região, como Arábia Saudita, Turquia, Catar, Omã e Egito, a mensagem passada à equipe de Donald Trump foi direta: uma ofensiva americana poderia ter impactos graves sobre os vizinhos do Irã — do salto nos preços globais de petróleo e gás ao risco de desestabilização política na região.

De acordo com um desses interlocutores ouvidos pelo FT, “as coisas deram uma desescalada, por enquanto”, com os EUA abrindo espaço para conversas com Teerã e aguardando para ver até onde esse canal pode avançar.

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Linhas de comunicação entre Washington e a República Islâmica — possivelmente com ajuda de terceiros, como Rússia ou Omã — permitiram que autoridades iranianas dessem garantias à Casa Branca de que a repressão aos protestos internos não incluiria execuções em massa e que o número de mortos não seria tão alto quanto vinha sendo noticiado fora do país.

O recuo de tom veio após dias de forte tensão, alimentados por sinais públicos de Trump de que cogitava ações contra o regime iraniano. Postagens do presidente nas redes sociais, como a mensagem de que “A AJUDA ESTÁ A CAMINHO” para os manifestantes, aumentaram a percepção de risco de um ataque e de uma possível reação de Teerã.

Ao mesmo tempo em que a diplomacia atuava, movimentos militares dos EUA na região mantiveram o mercado em alerta. A retirada de parte de tropas e aeronaves da base de Al Udeid, no Catar — que abriga cerca de 10 mil militares americanos — chegou a ser lida como sinal de que um ataque poderia estar próximo.

Indícios de deslocamento do grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln para a região reforçaram a visão de que, apesar da abertura para o diálogo, as opções militares seguem na mesa.

Ainda assim, depois que Trump afirmou ter recebido garantias de que o Irã parou de matar manifestantes e não planeja execuções, os preços do petróleo recuaram, com o mercado tirando parte do prêmio de risco de um confronto direto.

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