
A Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria de Saúde (Sesau), segue realizando, neste mês de janeiro, a Avaliação de Densidade Larvária (ADL). O método, preconizado pelo Ministério da Saúde, tem como objetivo monitorar os níveis de infestação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Durante a avaliação, os agentes de endemias vistoriam imóveis para coletar larvas e pupas, identificando áreas de risco e direcionando as ações para conter o avanço do mosquito. A ADL leva em consideração o Índice de Breteau (IB) e outros indicadores relevantes para a saúde pública dos municípios.
Em São Sebastião, desde o início do mês, as equipes de agentes de endemias se dividem para intensificar o combate ao Aedes aegypti.
“Estamos com poucas notificações de casos. Nesta quarta-feira (14/01), realizamos a ADL em Boiçucanga, na Costa Sul”, informou o coordenador-geral de Combate a Endemias, Plínio Ricardo Bueno.
A classificação do índice segue as seguintes categorias: satisfatório (até 1,0%), alerta (de 1,1% a 3,9%) e alto risco (acima de 4,0%). Ao longo do ano, são realizadas cinco avaliações, nos meses de janeiro, maio, julho, outubro e novembro. “Além da ADL, simultaneamente seguimos realizando os bloqueios contra novos criadouros. Nesta quarta-feira, nossa equipe também atuou no conjunto da CDHU (Companha de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), no bairro Baleia Verde”, completou Bueno.
Na semana passada, após a notificação de um caso suspeito de dengue, o bloqueio ocorreu no bairro São Francisco, na Costa Norte, e, diante de um caso suspeito de chikungunya, em Barequeçaba, na Costa Sul, com aplicação de inseticida e inspeção casa a casa.“Também estamos realizando o monitoramento dos pontos estratégicos e dos imóveis especiais, atividades preconizadas pelo Ministério da Saúde e pelo governo estadual”, acrescentou o coordenador.
De acordo com a norma, pontos estratégicos são oficinas mecânicas, ferros-velhos, floriculturas, marinas, entre outros. Já os imóveis especiais incluem hospitais, escolas, rodoviárias, supermercados e shopping centers.
Animais peçonhentos
Além do mosquito Aedes aegypti, com a chegada do verão e o aumento das temperaturas, cresce também o aparecimento de animais peçonhentos e venenosos, como aranhas, escorpiões e cobras, especialmente em residências próximas a áreas verdes ou com grande acúmulo de lixo.
“Nossa orientação é contar com a colaboração da comunidade para fazer o que chamamos de ‘lição de casa’ como limpar quintais e jardins e evitar o acúmulo de materiais desnecessários, como lenha, gravetos, usados, muitas vezes, para acender forno a lenha, ou madeiramento em geral, que podem servir de abrigo para esses animais”, explica Plínio.
A primeira orientação, em caso de acidente com algum desses animais, é acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) ou o Corpo de Bombeiros (193).
De acordo com o Ministério da Saúde, o veneno desses animais causa lesões fisiopatológicas e, em muitos casos, sistêmicas. Os animais peçonhentos que mais causam acidentes no país são: serpentes, escorpiões, aranhas, mariposas, abelhas, formigas, vespas, besouros, lacraias, além de alguns tipos de animais aquáticos, como águas-vivas e caravelas.
#PraTodosVerem: Equipes dos agentes de endemias da Prefeitura de São Sebastião seguem realizando a Avaliação de Densidade Larvária neste mês de janeiro, além de outras estratégias como os bloqueios a novos criadouros para frear o avanço do Aedes aegypti. Fim da descrição.
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