
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou nesta quinta-feira (15) papel estratégico das terras raras e da mineração em Minas Gerais para o futuro econômico e tecnológico do Brasil, em meio à transição energética global e à reconfiguração das cadeias internacionais de produção.
Segundo Alckmin, o estado concentra reservas relevantes de terras raras e minerais estratégicos, como nióbio e lítio, insumos considerados essenciais para setores de alta tecnologia, energia limpa e indústria automotiva, o que coloca o Brasil em posição de destaque no cenário internacional.
O vice-presidente ressaltou que Minas Gerais reúne uma das bases minerais mais importantes do país, com impacto direto sobre a competitividade industrial brasileira. “Minas Gerais tem uma riqueza mineral extraordinária, com minerais estratégicos fundamentais para o desenvolvimento econômico e tecnológico”, afirmou.
De acordo com Alckmin, o Brasil ocupa atualmente a segunda posição mundial em volume de reservas de terras raras, materiais considerados críticos para a produção de baterias, veículos elétricos, turbinas e equipamentos de alta tecnologia. “Esses minerais são decisivos para a nova economia, para a transição energética e para a indústria do futuro”, disse.
O ministro enfatizou que o principal desafio do país vai além da extração mineral e está na agregação de valor à produção. “O Brasil não pode se limitar a exportar matéria-prima; é preciso transformar esses recursos em indústria, tecnologia, emprego e renda”, afirmou, ao defender políticas voltadas à industrialização da cadeia mineral.
Segundo Alckmin, a presença de reservas estratégicas confere ao Brasil uma relevância geopolítica crescente, em um contexto de disputa global por insumos críticos. “Quem domina os minerais estratégicos ocupa posição central nas cadeias globais de valor e nas decisões geopolíticas”, avaliou.
Para avançar nesse setor, o vice-presidente defendeu investimentos em pesquisa, inovação e infraestrutura, além da criação de marcos regulatórios que garantam segurança jurídica e sustentabilidade ambiental. Na avaliação do ministro, o aproveitamento responsável das terras raras pode fortalecer a indústria nacional, atrair investimentos e consolidar o Brasil como fornecedor estratégico da economia de baixo carbono.
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