
Deslocamentos ocorrem após declarações de Donald Trump sobre tomar o território, inclusive pela força.
Vários países europeus anunciaram o envio de contingentes militares adicionais à Groenlândia para exercícios conjuntos com a Dinamarca, em meio à escalada de ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de anexar a ilha no Ártico.
A Dinamarca, responsável pela defesa do território, informou na quarta-feira (14) que está ampliando sua presença militar “em estreita cooperação com aliados da OTAN”. Na sequência, Alemanha, Suécia, França e Noruega confirmaram o envio de militares ainda nesta semana.
O Ministério da Defesa da Alemanha afirmou que despachará um “time de reconhecimento” com 13 militares para uma “missão exploratória”, a convite da Dinamarca, em conjunto com outros parceiros. A Suécia enviou um número não especificado de tropas, que participarão dos preparativos para o exercício Operation Arctic Endurance, segundo anunciou o primeiro-ministro Ulf Kristersson.
A França também confirmou participação no exercício. O presidente Emmanuel Macron afirmou que “as primeiras unidades militares francesas já estão a caminho” e que outros contingentes seguirão. A Noruega informou o envio de dois militares para a Groenlândia.
Embora exercícios conjuntos na região do Círculo Polar Ártico não sejam incomuns e façam parte de um esforço de anos para ampliar a cooperação entre aliados, autoridades europeias destacaram o peso simbólico dos anúncios diante do atual contexto. Os Estados Unidos mantêm cerca de 150 militares na base espacial de Pituffik, no noroeste da ilha.
As movimentações ocorrem após Trump afirmar que iria “fazer algo na Groenlândia, gostem ou não”, admitindo o uso da força. As declarações elevaram a tensão dentro da Otan, já que a Groenlândia integra a aliança por meio da Dinamarca. O ministro da Defesa dinamarquês, Troels Lund Poulsen, classificou um eventual ataque dos EUA como “completamente hipotético” e disse ser “improvável que um país da Otan ataque outro país da Otan”.
No mesmo dia dos anúncios militares, autoridades da Dinamarca e da Groenlândia se reuniram em Washington com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o vice-presidente JD Vance. Horas antes, Trump havia escrito na Truth Social que “qualquer coisa menos” do que o controle americano da Groenlândia seria “inaceitável”.
Segundo o chanceler dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, o encontro foi “franco, mas também construtivo”, embora persista uma “divergência fundamental”. As partes concordaram em criar um grupo de trabalho de alto nível para buscar uma “forma comum de avançar” nas próximas semanas.
Além do reforço militar, Canadá e França anunciaram a abertura de consulados em Nuuk, capital da Groenlândia. A ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, afirmou que viajará ao território nas próximas semanas para inaugurar a representação e reiterar o apoio canadense à soberania e à integridade territorial da Groenlândia.
A França confirmou que abrirá seu consulado em 6 de fevereiro. Em entrevista à rádio RTL, o chanceler francês Jean-Noël Barrot pediu que os Estados Unidos cessem as ameaças. “Atacar outro membro da Otan não faria sentido, seria até contrário aos interesses dos Estados Unidos, e portanto essa chantagem deve parar”, disse, segundo a agência Reuters.
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