
Com a chegada oficial do verão – iniciada no último dia 21 de dezembro de 2025 – e a combinação de altas temperaturas e chuvas sazonais em Pernambuco, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) alerta sobre o risco iminente de uma explosão nos casos de arboviroses, como dengue, zika e chikungunya. O período de janeiro é considerado crucial para a prevenção, uma vez que reúne as condições climáticas que favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti.
Diferentemente do senso comum de que as “chuvas de março” marcam o início da sazonalidade das arboviroses, especialistas indicam que a combinação atual de chuvas e calor intenso já está preparando o ambiente ideal para o mosquito.
O Aedes aegypti leva de quatro a oito semanas para aumentar sua população a níveis que podem desencadear uma epidemia, fazendo do mês de janeiro o momento exato para intensificar as ações de combate. “A hora de pegar o mosquito é essa”, declara o diretor geral de Vigilância Ambiental da SES-PE, Eduardo Bezerra, destacando a urgência de um mutirão que envolva toda a sociedade.
“Precisamos agir proativamente em nossas casas, limpando calhas, verificando garrafas, pneus, bandejas de geladeiras e qualquer outro local que possa acumular água parada. Essa ação individual é vital para evitar novos criadouros”, alertou Eduardo Bezerra.
Nesta guerra contra o mosquito, não se joga sozinho. Por isso, o apelo às gestões municipais para a realização de ações fundamentais, como a limpeza de terrenos baldios; cemitérios; praças; e equipamentos públicos. Além da garantia da coleta regular de lixo.
A SES-PE ressalta que a dengue não é uma doença exclusiva de áreas urbanas, mas sim “de onde tem gente”. É fundamental que as ações de prevenção se estendam para a zona rural, distritos, territórios indígenas, quilombolas, ciganos, assentamentos e vilas de pescadores.
SÍNTOMAS E SINAIS DE ALARME – A população deve permanecer vigilante aos sintomas, mesmo os mais leves, que incluem febre, dor de cabeça, dor no corpo, dor no fundo dos olhos, dor articular e manchas na pele. Em caso de qualquer sinal, a hidratação deve ser imediata e intensa.
Mais importante ainda é o alerta para os sinais de alarme, que indicam um quadro da forma mais grave da dengue: dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes e sangramentos. Nesses casos, a orientação é procurar imediatamente uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou hospital. A dengue pode matar em menos de 24 horas.
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