
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse no domingo (11) que planeja conversar com o bilionário Elon Musk sobre a restauração da internet no Irã, onde as autoridades interromperam os serviços por quatro dias em meio a protestos contínuos contra o governo.
“Ele é muito bom nesse tipo de coisa, ele tem uma empresa muito boa”, disse Trump a repórteres em resposta a uma pergunta sobre se ele se envolveria com a SpaceX, de Musk, que oferece um serviço de internet via satélite chamado Starlink, que já foi utilizado no Irã.
Musk e a SpaceX não responderam imediatamente a um pedido de comentário.
O fluxo de informações vindo do Irã tem sido prejudicado por um apagão de internet desde quinta-feira, em meio aos protestos mais abrangentes contra a cúpula religiosa do país desde 2022.
Musk e Trump têm mantido um relacionamento de idas e vindas depois que o bilionário ajudou a financiar a campanha presidencial vitoriosa de Trump e, posteriormente, orquestrou cortes massivos no governo federal.
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A dupla teve um desentendimento público no ano passado, pois Musk se opôs ao principal projeto de lei tributária de Trump, mas o empresário parece ter reatado seu relacionamento com o governo. Musk e Trump foram vistos jantando juntos no resort de Mar-a-Lago este mês, e o Secretário de Defesa, Pete Hegseth, tem uma visita agendada a uma instalação da SpaceX no Texas nesta segunda-feira.
Musk apoiou o fornecimento do Starlink aos iranianos para ajudá-los a burlar as restrições do governo, inclusive durante protestos anteriores em 2022. Naquele ano, a Casa Branca de Biden entrou em contato com Musk para implementar o Starlink no Irã depois que o país foi tomado por protestos após a morte, sob custódia policial, de Mahsa Amini, de 22 anos.
O serviço de satélite Starlink tem sido usado em outras regiões marcadas por agitação ou conflito, como a Ucrânia, onde Musk ordenou o desligamento do serviço durante uma ofensiva ucraniana crucial em 2022, informou a Reuters.
Os atuais protestos no Irã começaram em 28 de dezembro em resposta à disparada dos preços, antes de se voltarem contra os líderes religiosos que governam desde a Revolução Islâmica de 1979.
Centenas de pessoas foram mortas desde então, estimam grupos de direitos humanos. A organização HRANA, sediada nos EUA, disse ter verificado a morte de 490 manifestantes e 48 agentes de segurança, com mais de 10.600 pessoas presas em duas semanas de agitação. O Irã não forneceu um balanço oficial e a Reuters não conseguiu verificar os números de forma independente.
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