
Segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, tratados do Mercosul com UE, EFTA e Cingapura ampliam acesso preferencial e atingem quase um terço da corrente comercial brasileira.
A entrada em vigor de três novos acordos de livre comércio negociados pelo Mercosul pode ampliar de forma relevante a parcela do comércio exterior brasileiro beneficiada por tarifas zero ou reduzidas.
Segundo estimativas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o percentual deve passar dos atuais 12,4% para 31,2% da corrente de comércio do país.
Em entrevista à CNN, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, afirmou que a mudança decorre da soma dos acordos Mercosul–União Europeia, Mercosul–EFTA e Mercosul–Cingapura.
Segundo os cálculos do Ministério, hoje cerca de US$ 78 bilhões das exportações e importações brasileiras contam com algum tipo de acesso preferencial, considerando o comércio dentro do Mercosul e os tratados com países como Chile, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Israel e Egito.
Com a entrada em vigor dos três novos acordos, outros US$ 118,7 bilhões do intercâmbio comercial brasileiro passariam a ser alcançados por tarifas menores, elevando o total para US$ 196,4 bilhões. Esse valor corresponde a quase um terço da corrente de comércio registrada em 2025.
Segundo Alckmin, a ampliação do comércio coberto por preferências tarifárias “fortalece a inserção internacional do Brasil e abre novas oportunidades para as empresas brasileiras”. O vice-presidente afirmou ainda à emissora que o avanço representa um aumento de aproximadamente duas vezes e meia em um curto período, com impacto direto sobre competitividade, investimentos e geração de empregos.
O acordo entre Mercosul e Cingapura foi assinado em dezembro de 2023, mas ainda passa por revisão jurídica e não foi enviado ao Congresso Nacional. Já o tratado com a EFTA, bloco formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, foi concluído em setembro de 2025.
Nesta semana, após 26 anos de negociações, deve ser assinado o acordo entre Mercosul e União Europeia, com cerimônia prevista para sábado (17), em Assunção, durante a presidência rotativa do Paraguai no bloco.
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