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Lewandowski “alcançou um raro equilíbrio” no Ministério da Justiça, diz Gilmar Mendes

Lewandowski “alcançou um raro equilíbrio” no Ministério da Justiça, diz Gilmar Mendes

12/01/2026 às 10h47
Por: Redação Fonte: Reuters
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Lewandowski “alcançou um raro equilíbrio” no Ministério da Justiça, diz Gilmar Mendes

Lewandowski “alcançou um raro equilíbrio” no Ministério da Justiça, diz Gilmar Mendes.

 

Decano do STF destacou que comando da pasta pelo ex-colega evitou "tanto o punitivismo raso quanto a omissão".

Em texto publicado nas redes sociais, o decano do STF afirmou que a segurança pública no Brasil exige soluções eficazes no enfrentamento do crime organizado, “dentro dos parâmetros de estado de Direito, evitando tanto o punitivismo raso quanto a omissão”, e que a gestão de Lewandowski representou equilíbrio entre repressão eficiente e respeito aos direitos individuais.

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“Sob a gestão do Ministro Ricardo Lewandowski, o Ministério da Justiça alcançou um raro equilíbrio entre efetividade na repressão ao crime e respeito aos limites da lei”, destacou. “Sua passagem pelo governo federal demonstra que, entre o populismo penal e a tibieza, há um caminho institucional, eficaz e civilizado que o país pode — e deve — seguir”, concluiu.

Na publicação, o ministro destacou medidas implementadas pelo ex-ministro, como o fortalecimento da Polícia Federal e a criação do Sistema Nacional de Informações Criminais junto ao Protocolo Nacional de Reconhecimento de pessoas, que padronizam procedimentos para reduzir erros no processo de identificação criminal.

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Motivação para a saída

Ricardo Lewandowski anunciou sua saída na última quinta-feira (9) em carta entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No documento, o ex-ministro disse ter a “convicção” de que exerceu “as atribuições do cargo com zelo e dignidade”, mas reforçou as “limitações políticas, conjunturais e orçamentárias” enfrentadas à frente da pasta.

“Tenho a convicção de que exerci as atribuições do cargo com zelo e dignidade, exigindo de mim e de meus colaboradores o melhor desempenho possível em prol de nossos administrados, consideradas as limitações políticas, conjunturais e orçamentárias das circunstâncias pelas quais passamos”, declarou.

A saída de Lewandowski não abriu somente a vaga para um futuro ministro de Justiça, mas também a possibilidade de repartir o ministério e criar uma nova pasta destinada somente a segurança pública. A criação de um novo ministério já vem sendo estudada pelo governo para contornar o tema considerado uma fraqueza das gestões petistas.

Lewandowski já havia se posicionado contra a proposta, destacando que a criação de uma nova pasta não só enfraqueceria o Ministério da Justiça, mas também fragmentaria as ações de combate ao crime organizado, ao reestruturar, por exemplo, a ordem de subordinação da Polícia Federal às pastas.

Com a confirmação da saída de Lewandowski, o Planalto passou a avaliar nomes considerados capazes de manter a interlocução com o Judiciário e, ao mesmo tempo, responder à pressão política crescente em torno da segurança pública.

Entre os cotados estão o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e o atual ministro da Controladoria-Geral da União, Vinícius de Carvalho.

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