
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou nesta sexta-feira (9) a aprovação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, encerrando mais de 26 anos de negociações entre os dois blocos. Em seu perfil oficial no X, o presidente classificou o feito como um “dia histórico para o multilateralismo”.
O pacto busca reduzir tarifas alfandegárias e facilitar o comércio de bens e serviços, incluindo compromissos em propriedade intelectual, compras públicas e sustentabilidade ambiental. Lula destacou que o acordo é um dos maiores tratados de livre comércio do mundo e conecta regiões que somam cerca de 718 milhões de habitantes, com PIB conjunto estimado em US$ 22,4 trilhões, segundo dados do governo brasileiro.
Para o presidente, o acordo ganha ainda mais relevância diante do atual cenário internacional, marcado pelo aumento de medidas protecionistas e ações unilaterais. “É uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre países e blocos”, afirmou Lula, ressaltando que o tratado sinaliza o compromisso do Brasil e do Mercosul com o comércio internacional e a integração global.
O acordo foi saudado por diversos setores da economia, em especial o agronegócio e a indústria, que terão facilidades no acesso a mercados europeus e maior previsibilidade nas relações comerciais.
A assinatura formal do acordo está prevista para o dia 17 de janeiro, no Paraguai, país que atualmente ocupa a presidência rotativa do Mercosul.
Dia histórico para o multilateralismo. Após 25 anos de negociação, foi aprovado o Acordo entre Mercosul e União Europeia, um dos maiores tratados de livre comércio do mundo. A decisão, chancelada pelo lado europeu, une dois blocos que, juntos, somam 718 milhões de pessoas e um PIB de US$ 22,4 trilhões.
Em um cenário internacional de crescente protecionismo e unilateralismo, o acordo é uma sinalização em favor do comércio internacional como fator para o crescimento econômico, com benefícios para ambos os blocos.
O texto amplia alternativas para exportações brasileiras e investimentos produtivos europeus, além de simplificar regras comerciais para os dois lados. Trata-se de uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre os países e blocos.
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