
Com estrutura de alto padrão e ambiente humanizado, o novo modelo de casa-lar visa garantir dignidade e transformar a vida de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
Nesta sexta-feira, 9, a Prefeitura de Marabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Proteção e Assuntos Comunitários (Seaspac), inaugurou a primeira etapa da reforma do Espaço de Acolhimento Provisório (EAP). A unidade entregue, nomeada Casa Águia, foi totalmente revitalizada para oferecer acolhimento digno a crianças e adolescentes que tiveram seus direitos violados.
A cerimônia contou com a presença do prefeito Toni Cunha, da primeira-dama Lanúzia Lobo, da titular da Seaspac, Mônica Thompson, dos vereadores Ubirajara Sompré, Priscila Veloso e Marcos Andrade, além do deputado federal Delegado Caveira.
O prefeito Toni Cunha destacou a mudança drástica na infraestrutura do local. “É um momento muito feliz entregar essa casa reformada, digna, com materiais e acabamento de qualidade. Entramos no governo e esta casa estava destruída, em situação absolutamente insalubre. É um prazer enorme poder entregá-la para receber crianças e bebês em extrema vulnerabilidade, cuidando deles até que possam retornar ao seio familiar”, afirmou o gestor, anunciando que a reforma agora seguirá para as demais unidades do complexo.



Para a secretária de assistência social, Mônica Thompson, a entrega é um marco para a rede de proteção municipal. “É um espaço onde acolhemos crianças de 0 a 18 anos que sofreram violação de direitos. O juiz determina a medida e nossa equipe técnica providencia a integração para a família de origem, extensa ou substituta, em caso de adoção”, explicou.



A primeira-dama, Lanúzia Lobo, se emocionou bastante com a entrega e ressaltou o papel do ambiente no processo de recuperação emocional dos acolhidos. “A gente deseja oferecer para essas crianças e adolescentes muito mais do que uma casa muito bem estruturada; isso é fundamental, isso é extremamente importante. Mas a gente quer oferecer mais, a gente quer oferecer outras oportunidades, a possibilidade de sonhar, de poder ter referências distintas na vida. Então, os detalhes da pintura fazem essa referência”, pontuou.



A equipe técnica celebrou a nova fase. Izabel dos Santos, coordenadora do EAP, agradeceu a sensibilidade da gestão. “Receber a casa mobiliada e revitalizada é gratidão, porque a gente vai poder proporcionar aos acolhidos um ambiente mais leve, de paz, sossego, e a gente vai poder desenvolver o nosso trabalho, porque nós acreditamos que um ambiente leve torna mais brando o trabalho na alta complexidade”.


Os cuidadores Evanir de Fátima Fernandes e Weldson de Macedo reforçaram que a reforma era um pedido antigo. “Nós estávamos aguardando esse projeto há muito tempo e, graças a Deus, a nova administração veio para fazer essa reforma maravilhosa, trazer conforto, qualidade de vida e muita alegria para as crianças”, relatou Evanir.


“É uma satisfação estar recebendo essa casa agora. A gente trabalha com pessoas em vulnerabilidade, dá um suporte, um apoio para que elas venham se inserir na sociedade, em uma família. Agora vai ficar excelente”, comemorou Weldson.


O conselheiro tutelar José Maria Júnior reforçou que a entrega representa o atendimento de uma demanda histórica da categoria. “Isso para nós é um avanço muito grande. Ao longo do tempo, pedimos essa reforma não só nesta, mas em todas as casas. Acreditamos que as crianças serão muito bem atendidas com esse novo acolhimento. O prefeito e a secretária estão de parabéns”, destacou o conselheiro.


Estrutura Renovada
A Casa Águia passou por uma reconstrução estrutural completa, incluindo a substituição de telhado, forro, portas, janelas e piso. O ambiente recebeu mobiliário planejado e intervenções artísticas do artista Bino Sousa, que trouxe cor e identidade ao local. A nova estrutura conta com 3 quartos organizados por faixa etária, 2 banheiros (um com acessibilidade), quarto com banheiro para cuidadores em plantão 24h, cozinha equipada com despensa, salas de estar e jantar integradas.
O complexo do EAP é composto por quatro casas-lares. Com a conclusão da Casa Águia, as outras três unidades também passarão pelo mesmo processo de modernização.






Sobre o EAP
O Espaço de Acolhimento Provisório atende hoje cerca de 25 crianças e adolescentes. O serviço integra a rede de alta complexidade da Assistência Social e funciona sob determinação judicial ou do Conselho Tutelar. O objetivo é oferecer um lar temporário e seguro enquanto se busca o restabelecimento dos vínculos familiares ou o encaminhamento para adoção.
O acolhimento é temporário, até que sejam realizados os estudos necessários para o retorno à família de origem, à família extensa ou, quando não há essa possibilidade, o encaminhamento para família substituta.





















Texto: Fabiana Alves
Fotos: Sara Lopes e Douglas Magno
Drone: Sérgio Barros
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