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Presidente francês Macron critica os EUA por desrespeitar o direito internacional

Presidente francês Macron critica os EUA por desrespeitar o direito internacional

08/01/2026 às 14h14
Por: Redação Fonte: Bloomberg
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Presidente francês Macron critica os EUA por desrespeitar o direito internacional

Presidente francês Macron critica os EUA por desrespeitar o direito internacional.

 

Macron afirmou a embaixadores franceses que os EUA “são uma potência consolidada, mas que está se afastando gradualmente de alguns aliados e rompendo com as regras internacionais”.

O presidente da França, Emmanuel Macron, acusou os Estados Unidos de desrespeitar o direito internacional e se afastar dos seus parceiros poucos dias depois da captura e remoção do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA, além da ameaça americana de tomar o controle da Groenlândia.

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Macron afirmou a embaixadores franceses em Paris, nesta quinta-feira (8), que os EUA “são uma potência consolidada, mas que está se afastando gradualmente de alguns aliados e rompendo com as regras internacionais”.

Trump defende há muito tempo que os EUA precisam controlar a Groenlândia para garantir a segurança do país. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, disse no começo da semana que, se Trump atacasse a Groenlândia, isso significaria o fim da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

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Os comentários cada vez mais fortes de Trump sobre tomar a Groenlândia, logo após a operação dos EUA para capturar Maduro em 3 de janeiro, fizeram líderes europeus pedirem que o presidente americano respeite a soberania da Dinamarca.

“Estamos envolvidos em um jogo muito estranho, onde nós, franceses e europeus, somos alvo de uma retórica anticolonial que não corresponde mais à realidade”, disse Macron. “Todo dia as pessoas se perguntam se a Groenlândia será invadida, se o Canadá vai virar o 51º estado dos EUA ou se Taiwan será ainda mais cercada.”

No início da semana, Macron afirmou que não vê “nenhum cenário” em que os EUA violem a soberania da Dinamarca sobre a Groenlândia. Ele já havia sugerido a realização de exercícios conjuntos para melhorar a segurança na região.

Na quarta-feira (7), o ex-primeiro-ministro Dominique de Villepin, conhecido por ter se oposto à invasão americana do Iraque em 2003 e possível candidato à presidência no ano que vem, disse à Bloomberg que qualquer agressão em solo europeu faria dos EUA um inimigo.

Macron encerrou seu discurso dizendo que rejeita “o novo colonialismo e o novo imperialismo, assim como a submissão e o derrotismo”, reforçando seu pedido para que a Europa valorize produtos feitos no continente e simplifique a burocracia.

© 2026 Bloomberg L.P.

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