
Visita técnica à fábrica de matéria-prima das moradias sustentáveis foi realizada nesta quarta-feira (07/01)

Fotos: Noir Miranda/Sema
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e a Defesa Civil do Amazonas iniciaram tratativas para a ampliação do projeto Amazonas Ecolar, iniciativa que une economia circular, proteção ambiental e redução do déficit habitacional por meio da transformação de resíduos sólidos em moradias sustentáveis.
O secretário de Estado do Meio Ambiente do Amazonas, Eduardo Taveira, esteve em visita técnica ao centro de reciclagem do projeto, nesta quarta-feira (07/01), onde os resíduos são separados, tratados e transformados em blocos estruturais para a construção das casas. A iniciativa foi oficialmente apresentada durante a COP30 e tem despertado interesse de parceiros nacionais e internacionais.
Segundo o secretário, o Amazonas Ecolar responde de forma integrada a dois grandes desafios do estado: a degradação ambiental e a vulnerabilidade social.

Fotos: Noir Miranda/Sema
“O Amazonas Ecolar foi um dos mais procurados durante a COP. Ele é talvez um dos mais importantes que nós temos do ponto de vista da sustentabilidade, porque ele atua para resolver dois problemas centrais do Amazonas: a poluição, incluindo a poluição hídrica e o desmatamento, e a redução da pobreza”, afirmou Taveira.
O projeto é liderado pela Defesa Civil do Amazonas e utiliza resíduos plásticos, como PET e outros polímeros, para a produção de blocos que dão origem a moradias populares sustentáveis. As casas possuem 50 metros quadrados, contam com biodigestor próprio e têm custo estimado de R$ 60 mil.
Para o secretário da Defesa Civil, Francisco Máximo, o projeto representa uma política pública estruturante, com impacto direto na proteção da vida e na redução de riscos associados aos eventos climáticos extremos.
“Quando pensamos nas populações que vivem em áreas de risco e são fortemente impactadas por eventos climáticos cada vez mais intensos, o Amazonas Ecolar apresenta soluções integradas: protege vidas, reduz a poluição causada pelo descarte irregular de resíduos e ainda promove a economia circular, gerando renda para catadores e garantindo moradias seguras produzidas a partir da reciclagem”, destacou o secretário da Defesa Civil.

Fotos: Noir Miranda/Sema
Reciclagem e geração de empregos
O centro de reciclagem do Amazonas Ecolar irá operar com cerca de 40 a 50 trabalhadores, entre operários e equipe administrativa. Todo o sistema funciona com energia solar, reforçando o compromisso ambiental do projeto.
Entre as metas está a descentralização da triagem e trituração de resíduos para o interior do estado, com a instalação de máquinas em municípios estratégicos. A proposta é que cada município realize o refinamento do material, que posteriormente será adquirido pela Defesa Civil e enviado a Manaus para a produção dos blocos estruturais.
Parcerias e atuação da Sema
A Sema terá papel fundamental na ampliação do projeto, especialmente por meio do Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema) e da articulação institucional com parceiros.
Entre as frentes de atuação estão a sensibilização e o fortalecimento de associações de catadores, em parceria com a Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (Ancat), por meio de Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado durante a COP.
“São várias mãos construindo essa solução. A Sema, por meio do Fundo Estadual de Meio Ambiente, pode contribuir na melhoria da estrutura das associações, incentivando o aumento da coleta e captando recursos junto a empresas e organismos internacionais para investir nesse projeto inovador e sustentável”, completou Taveira.
Outra possibilidade em estudo é a utilização de unidades do Amazonas Ecolar como bases de apoio em Unidades de Conservação estaduais, ampliando a presença institucional do Estado e promovendo soluções sustentáveis em áreas estratégicas.
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