A integração de Pernambuco ao projeto Waterworth dependeria de uma série de fatores
A Meta anunciou esta semana o Projeto Waterworth, um novo sistema de cabos submarinos que promete ampliar a conectividade global. Com 50.000 quilômetros de extensão, a infraestrutura interligará os Estados Unidos, Brasil, Índia, África do Sul e outras regiões estratégicas.
A iniciativa busca fortalecer o tráfego de dados e impulsionar o crescimento da economia digital, especialmente em mercados emergentes.
O Waterworth pretende ser o maior sistema de cabos submarinos do mundo, ultrapassando a própria circunferência da Terra. A estrutura foi projetada para atender à crescente demanda por inteligência artificial (IA, serviços em nuvem e aplicações digitais de alta performance.
No Brasil, a expectativa é que Fortaleza seja o ponto de ancoragem do cabo. Embora a Meta não tenha confirmado oficialmente, o mapa divulgado pela empresa indica a capital cearense como base de operações. A cidade já se destaca como um dos principais polos de conectividade da América Latina,
A infraestrutura consolidada, com um hub de cabos submarinos e polo de data center, além da posição geográfica privilegiada, fazem de Fortaleza uma cidade chave na comunicação global.
Ela concorre com Fujairah, nos Emirados Árabes. Historicamente, Fujairah liderava em número de cabos submarinos de fibra óptica, mas com a inauguração do cabo EllaLink em maio de 2021, conectando Fortaleza a Sines, em Portugal, a capital cearense passou a ter 16 cabos, tornando-se o maior hub de cabos submarinos do mundo.
Hoje, são 18 sistemas de cabos em operação, além de um cinturão digital que conecta todos 184 os municípios cearenses através de fibra óptica.
O setor de data centers também segue em expansão, com projetos de grande porte em desenvolvimento, como o Mega Lobster, da V.tal, que contará com capacidade para 1.000 racks e investimentos de R$ 550 milhões. Há na cidade ao menos cinco data center na categoria Tier III, que significa de altíssimo padrão de segurança.
No entanto, embora Fortaleza esteja consolidada como o principal ponto de conexão de cabos submarinos no Nordeste, Pernambuco pode ter oportunidades de se agregar a esse ecossistema.
O estado já conta com investimentos em data centers e um setor de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) consolidado, impulsionado pelo Porto Digital, que faturou em 2024 R$ 6,2 bilhões, um crescimento de 14%.
A integração de Pernambuco ao projeto Waterworth dependeria de uma série de fatores, como melhoria da infraestrutura energética e da conectividade, e, sobretudo, de uma política pública que estimule investimentos nesta direção.
Essa infraestrutura é estratégica e pavimenta o futuro, um futuro, aliás, já bem presente. A revolução que IA traz impõe que governos dediquem a mesma atenção à infraestrutura digital, que vem dedicando à física. Não é só Pernambuco que precisa se preocupar com essa questão.
O Brasil também. Diversificar os pontos de ancoragem no território nacional é mais do que uma questão econômica ou tecnológica, é uma questão de segurança nacional. Se um cataclisma alcançar Fortaleza e destruir cabos e dta centers, estaremos todos desconectados.
De costas para Trump
A reeleição de Donald Trump reacendeu o movimento de busca por cidadania europeia. Empresas especializadas já registram aumentos expressivos na demanda: a Espanha Fácil teve um crescimento de 131,48% nos pedidos entre janeiro e fevereiro de 2025, enquanto a Avanti Cidadania, focada em cidadania italiana, viu um aumento de 60% em janeiro, comparado ao mesmo período do ano passado.
Solução para prefeituras
Serpro lançou o Prefeitura +Digital, programa que oferece soluções digitais para municípios com até 30 mil habitantes. O programa inclui cinco soluções divididas em três eixos: serviços digitais, segurança e comunicação. O software centraliza a gestão de tarefas, edição colaborativa de documentos, chat corporativo, videoconferência e streaming, além de garantir o compartilhamento seguro de arquivos
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