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Oficinas e canteiros de trabalho favorecem reintegração de pessoas custodiadas no Paraná

A estratégia abrange desde atividades produtivas internas até a formação de parcerias com empresas privadas, cooperativas e instituições públicas,...

04/01/2026 às 10h33
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
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Foto: SESP
Foto: SESP

O Paraná vive um momento de expansão das atividades laborais, educativas e de capacitação profissional dentro do sistema prisional. Oficinas, aulas, canteiros de trabalho e projetos de produção passaram a ocupar um espaço central na rotina das unidades, criando novas oportunidades de reintegração. Atualmente, 15.015 pessoas privadas de liberdade participam de atividades laborais no Paraná, o que representa 35,30% da população carcerária.

A estratégia abrange desde a realização de atividades produtivas internas até a formação de parcerias com empresas privadas, cooperativas e instituições públicas, com o objetivo de garantir ocupação, qualificação e dignidade às pessoas custodiadas.

“Nossa responsabilidade enquanto gestão é incentivar ações que devolvam dignidade, qualificação e oportunidades às pessoas privadas de liberdade. A execução penal não se limita ao cumprimento da pena. Ela precisa oferecer caminhos reais de mudança”, destaca a diretora-geral da Polícia Penal do Paraná (PPPR), Ananda Chalegre.

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De acordo com ela, os canteiros de trabalho têm se consolidado como um dos principais instrumentos de ocupação produtiva, reunindo desde serviços internos, como lavanderia, manutenção e jardinagem, até linhas de produção mais complexas, que incluem fabricação de blocos de concreto, confecção de uniformes, marcenaria, costura e oficinas industriais.

Em setembro, a PPPR inaugurou um barracão de 4 mil m² na Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão — abrindo de imediato mais de 450 vagas de trabalho para pessoas privadas de liberdade.

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O avanço desses programas tem sido impulsionado por parcerias firmadas com o setor produtivo e com instituições de ensino. Empresas privadas e cooperativas ampliaram a oferta de vagas e modernizaram espaços de trabalho dentro das unidades, enquanto escolas técnicas, universidades e órgãos públicos colaboram com a formação profissional.

A combinação de qualificação e experiência prática fortalece a preparação para o mercado e amplia as chances de empregabilidade após o cumprimento da pena.

Além das frentes produtivas, o sistema prisional também intensificou ações educativas e atividades voltadas à cidadania. Iniciativas como cursos profissionalizantes, programas de leitura, oficinas de competências comportamentais e projetos culturais reforçam a perspectiva de ressocialização. Em 2025, essas ações consolidaram uma política mais abrangente, que alia trabalho, educação e desenvolvimento humano.

“Ao longo deste ano, vimos uma série de iniciativas se consolidarem — desde novos canteiros de trabalho até ampliações em cursos e projetos de capacitação — demonstrando que é possível conciliar segurança, oportunidade e desenvolvimento. Quando investimos em trabalho e formação, os resultados retornam para toda a sociedade”, destaca a diretora da PPPR.

Ela acrescentou que, com resultados crescentes e adesão ampliada, o Paraná encerra o período fortalecendo uma política de reintegração social centrada na capacitação e na geração de oportunidades reais. “As iniciativas implementadas nas unidades penais evidenciam o compromisso do Estado em reduzir a ociosidade, qualificar a mão de obra e oferecer caminhos concretos para que as pessoas privadas de liberdade reconstruam suas trajetórias”.

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