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Após sofrer ‘virada’ em 2022, ACM Neto confirma nova candidatura ao governo da Bahia

Após sofrer ‘virada’ em 2022, ACM Neto confirma nova candidatura ao governo da Bahia

25/12/2025 às 13h36 Atualizada em 25/12/2025 às 13h40
Por: Redação Fonte: Agência O Globo
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Após sofrer ‘virada’ em 2022, ACM Neto confirma nova candidatura ao governo da Bahia

Após sofrer ‘virada’ em 2022, ACM Neto confirma nova candidatura ao governo da Bahia.

 

Nome do ex-prefeito de Salvador vem sendo testado em pesquisas e aparece à frente do atual governador e possível candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues.

Ex-prefeito de Salvador e herdeiro do carlismo, tradicional cultura política baiana, ACM Neto (União) confirmou pela primeira vez que será candidato ao governo da Bahia em 2026. O nome dele vem sendo testado em pesquisas e aparece à frente do atual governador e possível candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT). O histórico das disputas estaduais, no entanto, mostra que petistas costumam engrenar ao longo da campanha.

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— Sou candidato a governador da Bahia — afirmou Neto em evento no Sul do estado. — Estou nessa porque sinto que todos nós temos uma responsabilidade e um compromisso com o futuro da Bahia e do Brasil, e uma coisa está diretamente ligada à outra.

Caso encare a eleição, não será a primeira tentativa do ex-prefeito de seguir os passos do avô Antônio Carlos Magalhães, cacique do antigo PFL que governou a Bahia em três períodos distintos. Em 2022, Neto concorreu contra o mesmo Jerônimo, até então um desconhecido secretário de Rui Costa, ex-governador e hoje ministro da Casa Civil.

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O candidato da direita liderou as pesquisas até perto do dia do voto, mas, na esteira da nacionalização da campanha e da força de Lula na Bahia, onde o presidente recebeu 69,7% dos votos no primeiro turno, Jerônimo virou o jogo. O petista baiano, inclusive, quase levou no primeiro turno, quando teve 49,5%, mas precisou da segunda rodada, na qual derrotou o adversário por 52,8% a 47,2%.

Antes dele, Rui Costa (2014) e Jaques Wagner (2006) vivenciaram situações parecidas. Começaram atrás, mas embalaram e foram eleitos no primeiro turno. Nas disputas seguintes, reelegeram-se sem grandes adversidades.

A última pesquisa Genial/Quaest na Bahia, de agosto, mostra Neto com 41%, contra 34% do governador. Jerônimo, contudo, tem 59% de aprovação, o que representa uma avenida para crescer eleitoralmente.

Histórico

Com Jaques Wagner, Rui Costa e Jerônimo, o partido de Lula venceu todas as eleições baianas desde 2006. A força estabelecida desde então quebrou a hegemonia do PFL de ACM — que depois virou DEM e, recentemente, se fundiu ao PSL no União Brasil.

Antes do PT dominar o estado, o PFL ganhou as disputas entre 1990 e 2002. Na ditadura, Antônio Carlos Magalhães também foi governador por dois períodos. Ele era filiado ao Arena, partido do regime, e depois ao PDS, nome adotado pela sigla quando o país se preparava para a abertura.

Neto, por sua vez, foi deputado estadual e federal, além de prefeito por dois mandatos. Antes de tentar o governo pela primeira vez, emplacou o sucessor na prefeitura, Bruno Reis (União), que ainda comanda a cidade. Em lógica oposta ao que ocorre na esfera estadual, o PT nunca conseguiu eleger um prefeito na capital baiana.

No evento em que confirmou a candidatura, Neto garantiu ainda que fará oposição ao PT a nível nacional.

— O meu candidato é o candidato para ajudar a derrotar o PT, para ganhar a eleição aqui e em todo o Brasil — indicou.

Segundo a Quaest, 40% dos baianos querem que o próximo governador seja aliado de Lula, e 49% preferem alguém “independente”. Só 9% manifestam simpatia por um nome próximo a Jair Bolsonaro.

Esse perfil do eleitorado fez ACM Neto não se posicionar com afinco no segundo turno de 2022. Ele evitou declarar voto no ex-presidente.

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