
Criptos enfrentam pressão vendedora em meio a cenário de juros estáveis no primeiro trimestre de 2026 e previsões de volatilidade para o mercado digital.
O bitcoin (BTC) registrava queda no fim da tarde desta terça-feira, 23, se afastando da marca de US$ 90 mil, após dados econômicos dos Estados Unidos sustentarem apostas de manutenção de juros pelo Federal Reserve no primeiro trimestre de 2026.
Por volta das 17h15 (em Brasília), o bitcoin caía 0,66%, a US$ 87.569,69 e o ethereum perdia 1,42%, a US$ 2.947,32, de acordo com a plataforma Coinbase.
Segundo o FxPro, a principal criptomoeda encontrou pressão vendedora logo após ultrapassar o patamar de US$ 90.000, assim como aconteceu anteriormente. Os analistas destacam que a movimentação aconteceu em meio ao rali dos metais preciosos e um dólar mais fraco. “Nas próximas semanas, podemos esperar uma queda ainda mais acentuada nas criptomoedas, bem como a disseminação da aversão ao risco para ações e moedas de países em desenvolvimento”, ponderam.
Já o Investtech avalia a moeda digital como “neutra” a curto prazo, mas, caso seja observada uma queda abaixo do preço de US$ 86.000, a movimentação será um “sinal negativo”. O Galaxy Digital afirma que o ano de 2026 para o bitcoin será “muito caótico”, com diversas incertezas a curto prazo. “Até que o BTC se reestabeleça firmemente acima dos US$ 100 mil – US$ 105 mil, acreditamos que o risco continua sendo negativo”, afirma a casa.
Em dia recheado de dados, com números de emprego, indústria, inflação e PIB, o mercado continua esperando que a taxa de juros permaneça inalterada na próxima reunião do Federal Reserve (Fed), em janeiro de 2026, de acordo com ferramenta do CME Group, que aponta probabilidade de corte acima de 50% somente em abril.
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