
O professor de geografia, Mauro Oliveira, de 56 anos, descobriu o diagnóstico de Parkinson em 2020. Desde então, encontrou no Centro Integrado de Reabilitação (Ceir) não só tratamento para a doença, mas o acolhimento de que precisa para ter qualidade de vida.
“O ponto forte do Ceir é a forma como tratam as pessoas, o atendimento humano. Aqui eu faço de tudo, de fisioterapia a arteterapia. A forma como somos acolhidos faz com que a gente esqueça do diagnóstico. Aqui, a reabilitação me possibilitou ter mais equilíbrio, mais firmeza no braço e ganhar mais independência. Isso tudo evita que o Parkinson avance de forma acelerada”, ressaltou o professor.

Histórias como a de Mauro moldam o propósito do Ceir e marcam o compromisso renovado em 2025. Foi um ano em que o cuidado humanizado se manteve como prioridade, ao mesmo tempo em que o Centro avançou em qualidade nos atendimentos e mais segurança dos pacientes.
Em maio, o Ceir conquistou o Selo Nível 1 da Organização Nacional de Acreditação (ONA). Reconhecimento nacional que certifica instituições de saúde que atendem aos padrões essenciais de segurança do paciente e qualidade assistencial.
A conquista atesta o compromisso com a melhoria contínua e busca por excelência em cada atendimento. Para a diretora técnica do Ceir e superintendente multidisciplinar da Associação Reabilitar, Liceana Pádua, a certificação é resultado da dedicação em promover maior inclusão na saúde do nosso estado.
“O selo confirma a qualidade que nossos usuários já percebiam. Toda a equipe esteve envolvida na preparação. Corpo clínico, área administrativa e serviços de apoio. A acreditação representa mais segurança, organização e confiança na assistência prestada a cada pessoa que faz parte da nossa história”, afirmou a gestora.
Mais de 2,3 milhões de atendimentos já realizados
Além do reconhecimento da ONA e dos avanços em acessibilidade, o Ceir fecha o ano com mais de 120 mil atendimentos, somando 2,3 milhões desde 2008.
Entre os serviços ofertados, o centro dispõe de uma Oficina Ortopédica, para a produção e concessão de produtos ortopédicos e meios auxiliares de locomoção pelo SUS; e também de um moderno Centro de Diagnóstico, com equipamentos que permitem a realização de mais de 100 procedimentos e exames.

Até novembro deste ano, foram realizados mais de 30 mil exames e atendimentos no Centro de Diagnóstico. Já a Oficina Ortopédica somou quase 6 mil produções e adaptações. Todos os serviços e atendimentos ofertados pelo Ceir são custeados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A dona de casa Socorro Sousa, usuária de cadeira de rodas há 16 anos, encontrou no Ceir um cuidado que respeita sua autonomia. Ela realizou uma mamografia no equipamento adaptado do Centro Diagnóstico.

“Com o mamógrafo adaptado, você se sente mais acolhida e, principalmente, respeita todas nós mulheres cadeirantes. Ter acesso a equipamentos como este é muito importante para todas as pessoas com deficiência. Dessa forma, vemos a inclusão na prática”, comemorou a paciente.
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