
O Programa Teko Porã – Semeando Liberdade transforma a realidade de indígenas privados de liberdade no Estabelecimento Penal de Amambai, com o oferecimento de cursos profissionalizantes, atividades de fortalecimento emocional e atendimento jurídico. O conjunto de ações busca preparar os participantes para novas oportunidades dentro e fora do sistema prisional.
Desenvolvida pelo IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul) e pelo Ministério dos Povos Indígenas, em parceria com a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário, a iniciativa integra ações de educação, profissionalização e valorização da identidade indígena, contribuindo para a remição de pena, construção de autonomia e reinserção social qualificada.
Nesse contexto, foram concluídos os cursos de cabeleireiro/barbeiro e de horta comunitária, totalizando oito internos indígenas certificados. Outros sete indígenas participaram das capacitações, mas já obtiveram liberdade. Além dessas qualificações, estão em andamento cursos nas áreas de marcenaria, informática e horticultura. Para o ano que vem, já estão programadas capacitações sobre enfrentamento à violência doméstica e uso abusivo de álcool.
A solenidade de certificação dos reeducandos foi realizada no presídio, na semana passada, e contou com a participação de diversas autoridades, entre elas o pró-reitor de Desenvolvimento Institucional do IFMS e coordenador do Programa Teko Porã, Fernando Silveira Alves. Além do assessor especial do Ministério dos Povos Indígenas, Kaique Galicia, o presidente da Câmara Municipal de Amambai, Darci José da Silva, a promotora da Primeira Promotoria de Justiça de Amambai, Nara Mendes dos Santos Fernandes, a presidente do Conselho da Comunidade, Solange Souza e a coordenadora da Meta 3 – Projeto Semeando Liberdade, Gesilane de Oliveira Maciel.
Na oportunidade, o diretor do Estabelecimento Penal de Amambai, Alexandre Ferreira de Souza, destacou o papel transformador da formação profissional. “O Teko Porã nos permite trabalhar a reinserção social de maneira concreta. Cada curso concluído representa uma nova perspectiva de futuro, construída com respeito à cultura indígena e à realidade de cada participante”, disse.
Durante as capacitações, as turmas foram acompanhadas pelo facilitador indígena Arildo Alves Alcantara e pelo Tradutor de Língua Guarani Kaiowá Zenaldo Moreira Martins, garantindo que o processo formativo respeitasse a cultura, o idioma e as especificidades do público atendido.
As atividades também incluíram grupos de apoio psicológico conduzidos pela psicóloga da unidade penal, Verônica Cristina da Silva Lima, e pelo psicólogo do IFMS, Edilson dos Reis, que desenvolveram rodas de conversa e práticas de reflexão sobre vínculos familiares, responsabilização e projetos de vida. A assessoria jurídica realizou atendimentos individuais, verificando a situação processual e auxiliando na regularização de documentos civis dos participantes — passo fundamental para o exercício pleno da cidadania.
Qualificação técnica para oportunidades reais

Com carga horária de 40 horas, o curso de Horta Comunitária, ministrado pelo professor Samuel Carvalho de Aragão e supervisionado pelo agrônomo Lucas Gustavo Yock, abordou conteúdos como preparo de canteiros, adubação orgânica e química, produção de mudas, manejo agroecológico, plantas medicinais, hidroponia e hortas verticais.
O curso básico de cabeleireiro e barbeiro, conduzido pelo professor Marcos Rogério Andrade Ferreira, também com 40 horas-aula, tratou de técnicas de corte, design de barba, uso de instrumentos, princípios de higiene e biossegurança, atendimento e conduta profissional. Ambos os cursos proporcionam aos reeducandos capacitação para atuação profissional ao deixarem a unidade penal, fortalecendo sua autonomia econômica e ampliando suas chances de reinserção no mercado de trabalho.
Comunicação Agepen
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