
OCentro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), equipamento daSecretaria da Saúde do Estado (Sesa), realiza nesta segunda-feira (22), às 9h, aFesta da Gratidão. A iniciativa integra a programação daSemana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea, comemorada entre os dias 14 e 21 de dezembro. Durante o evento, um doador de medula óssea e um paciente que recebeu a doação, ambos cearenses, se encontrarão pela primeira vez no auditório do Hemoce, em Fortaleza.
A solenidade também marca os 25 anos da portaria N° 1.315, de 30 de novembro de 2000, que estabeleceu as diretrizes para ocadastro de voluntários pelos hemocentros no Brasil. Esta é a quarta vez que um encontro entre doador voluntário e receptor do tecido líquido é promovido pelo Hemoce. O último aconteceu em 2022.
O último encontro entre doador e receptor de medula óssea aconteceu em 2022 no Hemoce
A Festa da Gratidão é um momento especial de homenagem aos voluntários que realizaram a doação de medula óssea no hemocentro cearense e aos parceiros que caminham junto à instituição nesse processo. O tradicional evento celebra a vida, a solidariedade e a esperança que unem doadores, pacientes e instituições apoiadoras.
“Neste ano, a programação contará com momentos de reconhecimento, entrega de medalhas e troféus a doadores e instituições que fortalecem essa rede de apoio no Ceará. O Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) também será homenageado. A celebração incluirá ainda surpresas e um momento emocionante: o encontro entre doador e paciente, que tiveram suas histórias entrelaçadas pela doação de medula óssea”, revela Francisca Rodrigues, gerente de apoio ao transplante do Hemoce.
Segundo o Redome, somente após um ano e seis meses do transplante é possível ter a quebra de sigilo de identidade entre doador e receptor. Para iniciar o processo, independentemente de quem tenha manifestado o interesse, é necessário que ambas as partes estejam de acordo e que o paciente esteja bem clinicamente, além de conter indicação médica atestando a aptidão para conhecer o seu doador.
A gerente de apoio ao transplante do Hemoce, Francisca Rodrigues, detalha o percurso. “O processo começa com o contato ao Redome, informando a data da coleta ou do transplante. Após seis meses da data de infusão, o doador pode receber informações gerais sobre a saúde do paciente; com 12 meses, é permitida a troca de correspondências; e, após 18 meses, mediante consentimento de ambas as partes, pode ser solicitada a quebra de sigilo para a revelação”, explica.

O Hemoce realiza, desde 2012, procedimentos de avaliação, mobilização, coleta e processamento de células de doadores não aparentados, selecionados pelo Redome, para transplante alogênico de medula óssea.
De 2012 a 2025, 161 coletas foram registradas, sendo 96 para transplantes de medulas no Brasil e 65 para outros países como Argentina, Estados Unidos, Canadá, Itália, França, Portugal, Holanda, Alemanha, Espanha, Dinamarca, Inglaterra, Turquia e Israel.
Para ser um doador de medula óssea, é necessário se cadastrar em qualquer unidade do Hemoce. Basta ter entre 18 e 35 anos e não apresentar histórico pessoal de doenças oncológicas, apresentar um documento de identidade e telefones para contato. O voluntário terá coletada uma amostra de 5 ml de sangue para testes de compatibilidade.
Pessoas já cadastradas devem ficar atentas para o caso de serem convocadas. Se houver mudança de endereço e/ou de contato, é importante atualizar os dados em qualquer unidade do Hemoce ou no aplicativo do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).
O Hemoce é responsável pelo cadastro de doadores de medula óssea no Ceará. Desde o ano 2000, quando iniciou esse trabalho, já foram incluídas cerca de 245 mil pessoas no Redome. O número de cadastros realizados pelo hemocentro cearense é o maior das Regiões Norte e Nordeste.
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