
Dados da Kenvue mostram que o hábito pode prevenir mais de 113 mil casos de câncer de pele em 15 anos e gerar retorno econômico de até 18 vezes.
O uso regular de protetor solar poderia economizar mais de R$ 2,5 bilhões ao sistema público de saúde brasileiro em cinco anos e evitar até 113.444 casos de câncer de pele não melanoma em 15 anos, segundo um estudo da Kenvue e apresentado no Congresso da Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia.
O levantamento também mostra que o retorno médio do investimento (ROI) do uso contínuo do protetor solar seria de 7,8 vezes, podendo chegar a 18,9 vezes, com impacto econômico positivo já no segundo ano de uso. Em cinco anos, o retorno seria de até 4 vezes.
De acordo com o estudo, o uso diário de protetor solar representa uma das estratégias mais eficazes e de baixo custo para reduzir casos de câncer de pele e aliviar os gastos públicos com tratamento.
O modelo utilizou os dados epidemiológicos brasileiros do Global Cancer Observatory, assim como estimativas internacionais sobre a eficácia do protetor solar, e custos médicos ajustados pela inflação. As simulações também consideraram diferentes faixas etárias e níveis de exposição solar.
A Kenvue é uma empresa americana originada da divisão de saúde do consumidor da Johnson & Johnson, e dona de uma marca de protetor solar.
O câncer de pele é um dos tipos mais comuns e de crescimento mais rápido no Brasil, mas também um dos mais preveníveis. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa é que o Brasil tenha mais de 220 mil novos casos de câncer de pele anuais dentro do triênio 2023-2025.
Dessa previsão, 31,3% serão de câncer de pele não melanoma, o tipo mais comum. Os números reforçam o que os dermatologistas tentam alertar sobre a doença durante a campanha, uma vez que aproximadamente 185 mil pessoas por ano são afetadas por ela.
Segundo Eleonora Carreira, gerente de Assuntos Médicos da Kenvue, a pesquisa busca oferecer evidências concretas para subsidiar políticas públicas e ações de prevenção.
“Queremos ir além da conscientização. Esta ferramenta oferece uma maneira concreta de apoiar profissionais de saúde, formuladores de políticas e a sociedade com evidências claras do valor dos hábitos preventivos e da importância do acesso”, afirmou.
Ela ressaltou que o Brasil, devido à sua geografia e altos níveis de exposição solar, tem uma das maiores incidências de câncer de pele do mundo.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) alerta que 90% dos casos de câncer de pele podem ser curados quando o diagnóstico é feito precocemente. Para aumentar as chances de detecção, a entidade recomenda a realização de autoexames e o uso da chamada Regra ABCDE, que ajuda a identificar pintas e manchas suspeitas.
A regra segue:
A SBD ressalta ainda que outros sinais merecem atenção, como nódulos, áreas inchadas, feridas que não cicatrizam, alterações no brilho da pele e histórico familiar de câncer de pele. Diante de qualquer suspeita, a orientação é procurar um dermatologista para avaliação especializada.
Piauí Governo do Piauí discute ampliação do acesso de indígenas a serviços especializados de saúde
Saúde Câncer de mama: mulheres negras morrem 3,8 vezes mais que brancas
Saúde CIATox-PE promove capacitação sobre acidentes escorpiônicos para profissionais de saúde de Fernando de Noronha e Igarassu
Mato Grosso do Sul Outubro Rosa: HRD promove conscientização sobre câncer de mama e reforça importância da mamografia
Saúde Projetos de alunos de Pontal do Paraná representarão o Estado em mostra nacional do Saúde na Escola
Sergipe Ipesaúde chama atenção dos jovens sobre riscos do uso de cigarros eletrônicos
Piauí Sesapi capacita profissionais para prevenir sífilis congênita em gestantes e recém-nascidos nesta quinta (29)
Piauí Sesapi promove capacitação para prevenir sífilis congênita em gestantes e recém-nascidos nesta quinta (29)
Piauí Piauí sedia Encontro Internacional de Espasticidade e amplia cooperação científica entre Brasil e Argentina Mín. 20° Máx. 32°