
Após renovar recorde, o Ibovespa virou forte para queda e acendeu alerta de correção..
O mercado encerrou a última sessão em forte volatilidade, marcada por movimentos expressivos tanto no Brasil quanto no exterior. O Ibovespa, que vinha sustentando uma tendência de alta consistente nas últimas semanas, chegou a renovar sua máxima histórica antes de sofrer uma forte virada, enquanto o dólar futuro ganhou tração compradora e as bolsas americanas voltaram a testar níveis relevantes de resistência. Entre os ativos de maior sensibilidade ao apetite por risco, o Bitcoin segue pressionado abaixo dos US$ 100 mil, ampliando atenção para os próximos suportes.
O cenário técnico mostra um mercado dividido entre realização de lucros após longas sequências de alta e possíveis tentativas de retomada das tendências primárias. Assim, cada índice e ativo se aproxima de regiões decisivas — ora de suporte, ora de resistência — que devem guiar o comportamento dos preços no curto prazo. A leitura dos gráficos indica que a próxima semana tende a ser crucial para definir se veremos continuidade das correções ou uma retomada do movimento comprador.
Pelo gráfico diário do Ibovespa (IBOV), observo que a tendência de alta segue vigente, mas começa a mostrar sinais de enfraquecimento após a forte virada da última sessão. O índice renovou sua máxima histórica em 165.035 pontos, mas, logo após tocar essa faixa, houve entrada agressiva de força vendedora. O fechamento foi de –4,31%, aos 157.369 pontos, ainda acima dos 150 mil pontos, mas com alerta aceso para possível continuidade do movimento corretivo.
O IFR (14) recuou para 54,17, voltando à zona neutra e indicando perda momentânea de momentum comprador. Para que o Ibovespa retome a trajetória de alta, será necessário superar as regiões de 159.455 e, posteriormente, romper novamente a máxima em 165.035 pontos. Caso isso ocorra, os próximos alvos técnicos aparecem em 165.170, 167.685, 170.000 e 171.750 pontos.
Do lado vendedor, a atenção se volta para a mínima da última sessão. A perda dessa faixa pode ampliar o movimento de correção em direção aos suportes em 157.000, 153.570, 152.367, 147.545 e 143.391 pontos, níveis que podem atuar como defesa importante para evitar uma reversão mais profunda.
O dólar futuro segue em tendência de baixa desde o fim de 2024, acumulando queda de 11,90% em 2025. No entanto, a última sessão trouxe um forte movimento de alta, que recolocou o ativo acima das médias móveis — um sinal que pode sustentar tentativas de recuperação no curto prazo.
O IFR (14) está em 62,26, ainda em zona neutra, sem caracterizar sobrecompra. Para retomar a tendência de baixa, o dólar precisaria romper os suportes em 5.443,5 / 5.400 / 5.318,5 pontos. Perdendo essa faixa, os próximos alvos ficam em 5.284,5, 5.251,5 e 5.208 pontos, com projeção mais longa em 5.127 / 5.087 pontos.
Para avançar na alta, o ponto-chave está no rompimento de 5.514,5 / 5.560 pontos, abrindo espaço para os alvos em 5.669,5, 5.783,5 e 5.889,5 pontos.
Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz
A Nasdaq entrou em fase de recuperação após correção que a levou à região de 23.850 pontos. O ativo voltou a negociar acima das médias, com forte participação compradora, mirando novamente o topo histórico em 26.182 pontos. Na última sessão, avançou +0,43%, somando alta de 1,01% em dezembro e acumulando valorização de 22,27% em 2025.
Para seguir na alta, a Nasdaq precisa romper inicialmente 25.750 pontos, avançando depois rumo ao topo histórico. Caso supere 26.182, os alvos projetados ficam em 26.475 / 26.735 pontos.
Do lado da venda, o risco de correção aumenta caso o índice perca a região de 25.434 / 25.131 pontos, o que pode levar o preço aos suportes em 24.432 / 24.021 e, em extensão, a 23.698 / 23.279 pontos.
O S&P 500 também recuperou força após testar o suporte de 6.521 pontos e voltou a operar acima das médias. O índice busca retomar o movimento rumo ao topo histórico em 6.920 pontos, acumulando +0,31% no mês e +16,81% no ano.
A superação da faixa de 6.870 é essencial para destravar nova pernada de alta em direção ao topo histórico. Rompendo 6.920, os próximos alvos ficam em 6.945 / 7.050 pontos.
Já para retomar a correção, o índice precisaria perder a região entre 6.770 / 6.740 pontos, abrindo espaço para quedas até 6.521 / 6.416, com continuidade possível para 6.343 / 6.296 pontos.
O Bitcoin (BTC) segue pressionado e continua operando abaixo da marca psicológica dos US$ 100.000, mantendo estrutura de baixa no curto prazo. Depois de registrar a máxima histórica em US$ 126.199, iniciou-se um forte movimento vendedor que vem sendo ampliado desde então. Em dezembro, o ativo recua mais de 1%, e no acumulado do ano já cai mais de 4%.
Apesar de tentar uma recuperação nos últimos dias, o BTC ainda negocia abaixo das médias móveis e precisaria de maior volume comprador para reverter o cenário. A primeira barreira relevante está na faixa de US$ 94.261 / US$ 96.846; rompendo-a, os alvos passam a ser US$ 99.692, US$ 106.011 e US$ 111.592.
Por outro lado, a perda das regiões de suporte em US$ 88.056, US$ 83.822 e US$ 80.734 pode intensificar o movimento vendedor. Se rompidas, as projeções mais baixas ficam em US$ 74.508, US$ 68.775, US$ 65.260 e US$ 58.946.
O IFR (Índice de Força Relativa), é um dos indicadores mais populares da análise técnica. Medido de 0 a 100, costuma-se usar o período de 14. Leitura abaixo ou próxima de 30 indica sobrevenda e possíveis oportunidades de compra, enquanto acima ou próxima de 70 sugere sobrecompra e chance de correção.
Além disso, o IFR permite a aplicação de técnicas como suportes, resistências, divergências e figuras gráficas. A partir disso, segue as cinco ações mais sobrecomprados e sobrevendidos do Ibovespa:
(Rodrigo Paz é analista técnico)
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