
A Casa do Artesão se prepara para um dos períodos mais movimentados do ano com uma variedade ainda maior de peças que celebram a identidade cultural de Mato Grosso do Sul. Com unidades na Avenida Calógeras e no Bioparque Pantanal, o espaço reúne artigos que vão de pequenas lembranças a peças exclusivas de grande valor artístico, com preços que variam de R$ 8 a R$ 1.200. Segundo a gestora Eliane Torres, o movimento cresce cerca de 30% no Natal, impulsionado pela procura por presentes que têm história, significado e representam a arte regional.
“Neste Natal, estamos com muitas novidades, todas produzidas por artesãos do nosso Estado, cada uma com seu toque, sua técnica e sua origem”, explica Eliane. A diversidade é um dos pontos fortes da Casa: há peças de várias etnias, materiais e municípios, reforçando a riqueza cultural do artesanato sul-mato-grossense. Entre as opções, destacam-se as onças esculpidas pelo artesão Cleber de Brito — cujos preços vão de R$ 80 as menores até R$ 180 a versão com filhote — e as tradicionais índias de cerâmica criadas por Leslie Bassi Gaffuri, que variam entre R$ 70 e R$ 90.
As peças em cabaça da artesã Lorna Nantes também chamam atenção do público, com valores entre R$ 45 e R$ 130, assim como os chaveiros, brincos e ímãs produzidos com sementes e materiais da terra, assinados por artesãs como Maria Joana e Antônia dos Reis, com preços a partir de R$ 8. A Casa ainda oferece cerâmicas pintadas à mão pela artesã Nilza — copinhos por R$ 30 e jogos de xícara entre R$ 60 e R$ 80 — e itens utilitários de madeira feitos por Ana Vitorino, como gamelas, colheres e porta-aperitivos, que vão de R$ 12 a R$ 65.
Outra atração é o artesanato indígena, como as bolsas de fibra produzidas pela artesã Catarina Guató, vendidas a R$ 170. No topo da lista de peças mais sofisticadas está a mandala criada por Marcos Ortiz, de Bonito, avaliada em R$ 1.200. Há ainda os vasos Kadwéu, muito procurados por turistas, que variam de R$ 130 a R$ 600 conforme o tamanho; e o refinado trabalho em osso da artesã Assunção Alves, de Jardim, com petisqueiras, porta-guardanapos e pentes a partir de R$ 105.






A unidade da Casa do Artesão instalada no Bioparque Pantanal atende principalmente turistas que procuram itens pequenos, fáceis de transportar, como lápis decorados, chaveiros e miniaturas. Já a loja principal, na Calógeras, concentra o acervo completo e recebe grande fluxo de moradores da Capital em busca de presentes personalizados.
Para os artesãos, a Casa do Artesão é mais que um ponto de venda: é um espaço de apoio, visibilidade e valorização da cultura local. Jaciara de Almeida Palermo, que comercializa suas peças desde a fundação da Casa, destaca o papel essencial da instituição. “É o melhor local para vender artesanato. Aqui, a gente diversifica, inova, acompanha tendências. Produzo kits regionais com erva-mate, licores, geleia de guavira… tudo que representa nossa identidade”, comenta.
Lorna Nantes, artesã há 18 anos, também reforça a importância do espaço, que passou recentemente por reforma. “Ficou maravilhoso, muito mais bonito e organizado. A Casa recebe gente do Brasil todo e até de fora, então é uma vitrine fundamental para o nosso trabalho”, afirma. Ela destaca ainda o cuidado e dedicação da gestora Eliane, a quem atribui a revitalização do ambiente.
Em meio à diversidade de materiais, técnicas e histórias, a Casa do Artesão reforça o convite para que a população presenteie com propósito neste Natal. Cada peça leva consigo o talento, a tradição e a alma de Mato Grosso do Sul — tornando o ato de presentear ainda mais especial.




Karina Lima, Comunicação Setesc
Fotos: Ricardo Gomes/ Setesc
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