
Agência Assembleia / Foto: J.R. Lisboa
O ‘Café com Notícias’ desta terça-feira (2), exibido pela TV Assembleia, recebeu a coordenadora de Atenção às IST/Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Jocélia Frazão, para discutir o combate ao HIV, o cenário no Maranhão e a importância da campanha Dezembro Vermelho como período de conscientização.
“Desde 1988, mais de 27 mil pessoas já foram diagnosticadas com HIV no estado. São números que, apesar dos avanços, seguem em leve crescimento, mas não significa necessariamente uma piora no cenário epidemiológico. O crescimento dos registros está relacionado à maior procura pelos serviços de saúde”, afirmou a especialista.
Segundo ela, as pessoas compreendem que é possível viver com HIV com qualidade de vida. “Isso estimula o diagnóstico e fortalece o acompanhamento. Há 40 anos, o tratamento exigia cerca de 20 comprimidos por dia. Hoje, trabalhamos com dois e, em alguns casos, com apenas um. O HIV deixou de ser encarado como sentença de morte e se tornou uma condição totalmente gerenciável”, explicou.
Testagem rápida
Jocélia Frazão destacou que o Brasil se consolidou como referência mundial ao oferecer tratamento gratuito por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo medicamentos, acompanhamento regular e testagem rápida, que está disponível em todas as unidades de saúde. Em qualquer parte do país, a lei garante que é possível receber antirretrovirais sem custo.
Para a coordenadora, essa estrutura precisa ser amplamente utilizada. “O SUS garante acesso integral, sem interrupções. Trabalhamos, também, com prevenção combinada, oferecendo insumos e estratégias que evitam a transmissão e quebram precocemente a cadeia de contágio. Nosso objetivo é que cada pessoa tenha condições reais de se proteger”, ressaltou.
Apesar do avanço, ela alertou que a transmissão vertical, da gestante para o bebê, segue como um desafio, mas o Maranhão tem um motivo para comemorar: o município de Imperatriz está há mais de quatro anos sem nenhum caso de soroconversão em crianças. “É um feito inédito no estado e que será reconhecido nacionalmente. Imperatriz conquistou um marco histórico”, celebrou.
Mesmo com todos os progressos, Jocélia Frazão lembrou que o preconceito continua sendo um dos maiores entraves. “Muitas pessoas deixam de retornar ao serviço de saúde por terem sido alvo de julgamentos. O estigma afasta, interrompe tratamentos e impede o cuidado. Ainda enfrentamos comentários moralistas, especialmente contra jovens”, lamentou.
Ao final, a especialista reforçou que o Dezembro Vermelho é um chamado para a responsabilidade coletiva. “Os avanços só terão impacto real quando houver acolhimento e quando o combate ao estigma caminhar lado a lado com o acesso aos serviços. As ferramentas existem, os tratamentos são eficazes e estão disponíveis. Precisamos, agora, garantir que as pessoas se sintam seguras para procurar ajuda”, concluiu.
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