
Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (19), o senador Marcio Bittar (União-AC) criticou a atuação da Procuradoria-Geral da República e do Supremo Tribunal Federal em processos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos eventos de 8 de janeiro de 2023. O parlamentar afirmou que há perseguição política e "tratamento desigual" entre os condenados da Lava Jato e os investigados pelos ataques aos prédios dos Três Poderes. E informou que pretende protocolar um pedido de criação de uma CPI sobre as ações do Judiciário.
Segundo Bittar, essa "seletividade no sistema de justiça" compromete a credibilidade das instituições. Ele afirmou que existe um movimento coordenado para retirar Bolsonaro da disputa eleitoral de 2026.
— O Brasil está de cabeça para baixo. Não adianta tentarem tirar o Bolsonaro da disputa eleitoral à força, porque isso não pacificará o país. Você retira um concorrente, quando o outro foi condenado por corrupção e depois "descondenado". Mas aquele que foi condenado por fake news está inelegível. Isso não é democracia, isso é um golpe, e nós não vamos aceitar isso — protestou ele.
O senador informou que já obteve 31 assinaturas com o objetivo de criar uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar a atuação do Judiciário em processos relacionados aos atos de 8 de janeiro e as decisões que levaram à inelegibilidade de Bolsonaro. Ele destacou que há articulações com outros parlamentares — ele citou os senadores Marcos do Val (Podemos-ES) e Magno Malta (PL-ES) — para concentrar esforços em uma única comissão e facilitar sua criação.
— Vamos protocolar [o pedido de criação da CPI] na semana que vem.
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