
Governo venezuelano acusa Washington de tentar derrubá-lo e pede que organização intervenha diante do risco às reservas e ao mercado global de petróleo.
A escalada militar dos Estados Unidos no Caribe levou a Venezuela a recorrer formalmente à Organização dos Países Exportadores de Petróleo. A informação foi confirmada pelo jornal O Globo.
Em carta enviada por Nicolás Maduro e lida pela vice-presidente Delcy Rodríguez durante reunião virtual da Opep neste domingo (30), Caracas pediu apoio para deter o que chama de agressão norte-americana.
Desde agosto, o governo Trump mantém uma operação antidrogas na região com navios de guerra, milhares de militares, caças, drones e até o maior porta-aviões do mundo. Para a Venezuela, a ação não tem relação com o combate ao narcotráfico, mas sim com um movimento para derrubar Maduro e assumir o controle das maiores reservas de petróleo do planeta.
No documento, o presidente afirma que a ofensiva norte-americana ameaça a estabilidade da produção venezuelana e pode gerar desequilíbrios no mercado energético global.
A Venezuela é membro fundador da Opep, mas enfrenta queda estrutural de exportações causadas por sanções internacionais e dificuldades internas de infraestrutura.
A pressão aumentou neste sábado (29), quando Donald Trump declarou que o espaço aéreo venezuelano deve ser considerado inteiramente fechado. O alerta americano já levou seis companhias aéreas a suspender voos de e para o país.
Trump tem reforçado que operações terrestres para desarticular redes de narcotráfico “começarão em breve”, embora tenha dito que pretende conversar com Maduro. Segundo a imprensa americana, os dois teriam falado por telefone na semana retrasada, mas o conteúdo da conversa não foi revelado.
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