
Chuvas torrenciais na Tailândia deixaram diversos moradores ilhados; cidade de Hat Yai recebeu 335 mm de chuva, o maior índice em 300 anos.
Quando as águas da enchente invadiram a casa de Amphorn Kaeophengkro na cidade de Hat Yai, no sul da Tailândia, no sábado (29), não havia tempo para escapar.
Em vez disso, sua família de oito pessoas correu para o segundo andar à medida que o nível da água subia, passando 48 horas empoleirada em cima de uma mesa, uma janela e uma máquina de lavar.
"Não estávamos pensando em nada além de sobreviver", disse a mulher de 44 anos à agência Reuters em uma casa iluminada à luz de velas, enquanto sua família começava a limpar o desastre causado pelas chuvas torrenciais que atingiram a Tailândia durante a última semana.
"Só queríamos garantir que todos ao nosso redor estivessem seguros."
Nove províncias do sul da Tailândia foram afetadas pelas inundações, deixando ao menos 170 mortos.
Na província de Songkhla, a capital Hat Yai recebeu 335 mm de chuva na última sexta-feira (28), distribuídos em dois dias de fortes aguaceiros, o maior índice diário em 300 anos.
As chuvas elevaram o nível da água, deixando muitos ilhados em suas casas, segundo informações da agência Reuters.
Alguns móveis no segundo andar da casa de Amphorn estavam flutuando, então os familiares encontraram apenas alguns poucos lugares secos e estáveis onde podiam se sentar.
"Às vezes, sentávamos na beirada da janela e tínhamos que levantar as pernas para não as afundar demais na água", disse ela, segurando uma vela dentro da casa escura.
Ainda não se sabe quando a energia elétrica será restabelecida em muitas áreas atingidas pelas enchentes em Hat Yai e nas outras regiões ao redor.
O governo do primeiro-ministro Anutin Charnvirakul e a administração municipal têm sido alvo de críticas pela forma como lidaram com as enchentes, que levaram ao deslocamento de mais de 16 mil pessoas para abrigos de emergência.
Desde o desastre, o governo nacional removeu o chefe do distrito de Hat Yai e transferiu o chefe de polícia.
Enquanto estavam ilhados, Amphorn disse que sua família ocasionalmente gritava para os vizinhos e tentava se comunicar.
"Se um barco ou alguém passasse, gritávamos para que soubessem do que precisávamos", disse ela.
"Mesmo que não fizesse muita diferença, pelo menos tentávamos chamar a atenção."
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