
O Disque Denúncia Unificado (DDU) 181, tornou-se uma peça central nas investigações criminais em Minas Gerais. Completando 18 anos neste sábado (29/11), o serviço do Governo de Minas , por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp MG) , já registra quase 250 mil chamadas apenas em 2025, consolidando-se como uma das principais portas de entrada de informações sensíveis para as forças de segurança.
Para Flávio Augusto Xavier, diretor do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), responsável pela coordenação do serviço, o canal funciona como um “radar social”, capaz de captar dados que dificilmente chegariam às autoridades por meios tradicionais.
A eficácia do 181 foi comprovada com a prisão de Dinamá Pereira Rezende, conhecido como “Dinamá das Crianças”, um dos maiores abusadores sexuais em Minas, condenado, apenas neste caso, a 113 anos por crimes sexuais cometidos ao longo de três décadas. Segundo investigações criminais, ele usava atividades religiosas e culturais em Várzea da Palma para se aproximar de famílias e manter contato direto com crianças.
O inquérito reúne depoimentos de seis mulheres e duas crianças, além de relatos já prescritos. O material apreendido — fotos de menores e conversas oferecendo dinheiro por imagens íntimas — reforçou as acusações. Condenado em novembro de 2021, Dinamá fugiu antes de ser preso e permaneceu escondido até que uma denúncia apontou que ele estaria em Belo Horizonte. A partir da informação repassada pelo 181, equipes de Inteligência localizaram uma residência no bairro Copacabana, onde ele vivia com identidade falsa. A prisão colocou fim a anos de buscas. Dinamá cumpre pena em um presídio da Região Metropolitana de Belo Horizonte, desde 11/5/2024.
O caso não é isolado. Só em 2025, 66.649 denúncias formais foram geradas por meio do canal. Operações recentes também contaram com o apoio direto da população: a captura de um suspeito de homicídio em Ipaba; a prisão de um traficante em Patos de Minas, com grande quantidade de drogas; a desarticulação de uma fábrica clandestina de cachaça, em Belo Horizonte; e a detenção de uma mulher, em Juiz de Fora, transportando drogas em um ônibus interestadual.
Para o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, o crescimento no número de denúncias mostra a confiança da população no serviço. “Cada informação somada ao trabalho integrado das polícias gera resultado”, afirma.
O superintendente de Integração e Planejamento Operacional da Sejusp MG, Bernardo Naves, destaca o caráter estratégico do 181, hoje essencial para transformar dados isolados em ações operacionais.
O Disque Denúncia garante sigilo absoluto ao denunciante e recebe relatos sobre diversos tipos de crime, incluindo tráfico, violência doméstica, exploração sexual, maus-tratos e delitos contra o patrimônio. Ao fazer a denúncia, o cidadão recebe um protocolo para acompanhar o andamento da denúncia. O serviço não substitui os números de emergência — 190, 193 e 197 —, mas amplia o alcance das forças de segurança ao captar informações que dificilmente apareceriam por outras vias.
Confira como funciona

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