
A Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com o Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen) e o Laboratório de Entomologia e Parasitologia Tropical da Universidade Federal de Sergipe (UFS), realizou, nesta terça-feira, 18, uma capacitação sobre a importância da necropsia para o diagnóstico da febre amarela em animais silvestres. A ação teve como foco, orientar médicos veterinários que atuam na vigilância epidemiológica de cerca de 30 municípios, com áreas de preservação propícias para a circulação de macacos, considerados animais sentinela para o vírus da febre amarela.
Para a gerente de endemias da SES, Sidney Sá, o curso é de suma importância para a ampliação da vigilância da febre amarela no território. “Sergipe possui áreas com vegetação que são o habitat natural dos macacos e, essenciais para sua sobrevivência. Por isso, esse encontro visa capacitar os profissionais que atuam em regiões que podem ser porta de entrada para o vírus da febre amarela. O nosso principal objetivo é ampliar a vigilância no nosso estado”, destacou.
A vigilância epidemiológica atua no monitoramento da ocorrência de doenças como a febre amarela, que representa risco para a saúde da população e dos macacos. Portanto, a comprovação do óbito de primatas não humanos é uma das ações mais importantes, sendo realizada a necropsia para a retirada dos órgãos desses animais e seu encaminhamento para o laboratório responsável por verificar a causa do óbito.
Cuidado
Para a professora do Departamento de Morfologia da UFS, Roseli La Corte, o intuito é atualizar os profissionais para que, após a notificação do óbito de um primata não humano, como os saguis, comuns na região, possam realizar a necropsia de forma adequada. “O curso foi bastante enriquecedor, tanto na parte teórica, ministrada pela SES, quanto na prática que realizamos aqui na UFS. Além disso, é importante destacar que a raiva também pode ser uma das causas desses óbitos, pois é um vírus que circula bastante no país e pode levar animais silvestres e domésticos a óbito. Por isso, é importante estarmos vigilantes para reconhecer que evitar o surto da doença”, explicou.
A febre amarela, embora não esteja em circulação no estado, até o presente momento, tem avançado cada vez mais em direção ao Nordeste. Nesse sentido, é fundamental que a população também esteja atenta e comunique quando encontrar saguis ou outros tipos de macacos doentes ou mortos.



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