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Lula cobra ação efetiva na COP30: “Não pode ser apenas feira de boas ideias”

Lula cobra ação efetiva na COP30: “Não pode ser apenas feira de boas ideias”

06/11/2025 às 09h01
Por: Redação Fonte: Estadão Conteúdo
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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante cerimônia no Palácio do Planalto 31 de outubro de 2025 REUTERS/Adriano Machado
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante cerimônia no Palácio do Planalto 31 de outubro de 2025 REUTERS/Adriano Machado

Lula cobra ação efetiva na COP30: “Não pode ser apenas feira de boas ideias”.

 

Presidente detalha plano para financiar conservação, ampliar metas de emissões e reformar governança global no dia em que começa a cúpula de lideranças mundiais em Belém.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que as conferências do clima deixem de ser apenas espaços de debate e passem a gerar resultados concretos. “As COPs não podem ser apenas uma feira de boas ideias, nem uma viagem anual dos negociadores. Elas devem ser o momento de contato com a realidade e de ação efetiva no enfrentamento à mudança do clima”, escreveu em artigo publicado nesta quinta-feira (6) no jornal O Globo, dia de abertura da Cúpula de Líderes, que antecede a COP30 em Belém.

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No texto, Lula falou sobre o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), o carro-chefe do governo para o evento, voltado à preservação das florestas por meio de um modelo de investimento, e não de doação. O fundo remunerará tanto quem mantém áreas preservadas quanto quem aportar recursos, e o Brasil deve investir US$ 1 bilhão na iniciativa.

Segundo informações da agência Reutersa Alemanha apoia fundamentalmente a iniciativa, mas ainda não decidiu com quanto contribuirá.

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O presidente Lula também destacou que o Brasil reduziu pela metade o desmatamento na Amazônia em dois anos e que o país será o segundo do mundo a apresentar uma nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC). A meta é cortar entre 59% e 67% das emissões de gases de efeito estufa até 2030, abrangendo todos os setores da economia.

Lula argumentou que o financiamento climático deve seguir o princípio das “responsabilidades comuns, porém diferenciadas”, com maior participação dos países desenvolvidos. Segundo ele, as nações ricas “foram as maiores beneficiadas pela economia baseada em carbono” e precisam contribuir de forma proporcional.

O texto também defende direcionar parte dos recursos da exploração de petróleo para acelerar a transição energética e reforça o papel do Brasil como produtor de energia limpa, atualmente com 88% da eletricidade proveniente de fontes renováveis.

Entre as propostas institucionais, Lula sugere a criação de um Conselho de Mudança do Clima da ONU, vinculado à Assembleia Geral, para garantir que compromissos assumidos nas conferências sejam cumpridos. Ele anunciou ainda uma “Declaração sobre Fome, Pobreza e Clima”, a ser lançada durante a cúpula, relacionando as metas ambientais ao combate às desigualdades.

“O mundo volta à Amazônia para discutir a mudança do clima”, escreveu o presidente. “É chegada a hora dos planos de ação.”

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