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Operação do Ministério Público mira esquema de lavagem de dinheiro do PCC

Operação do Ministério Público mira esquema de lavagem de dinheiro do PCC

30/10/2025 às 14h00
Por: Redação Fonte: Agência o Globo
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(Foto: Divulgação/PMSP)
(Foto: Divulgação/PMSP)

Operação do Ministério Público mira esquema de lavagem de dinheiro do PCC.

 

Foram expedidos 9 mandados de prisão preventiva e 11 mandados de busca e apreensão.

O Ministério Público de São Paulo deflagrou nesta quinta-feira (30) uma operação que tem como alvo um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo nomes do alto escalão do Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre os alvos estão Eduardo Magrini, o Diabo Loiro, os filhos de Sérgio Mijão, um dos traficantes mais procurados do país, e Álvaro Daniel Roberto, o Caipira, acusado de comandar um núcleo que enviava cocaína para a Europa usando rotas que partiam do Paraguai, Bolívia e Peru.

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Segundo a Polícia Militar, até o momento quatro alvos de mandados de prisão foram localizados — um deles foi morto durante troca de tiros com a polícia. Um policial ficou ferido durante a operação.

Ao todo, foram expedidos 9 mandados de prisão preventiva e 11 mandados de busca e apreensão. A Justiça também autorizou o bloqueio de 12 imóveis de luxo e dos valores existentes nas contas bancárias dos envolvidos.

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Batizada de Off White, a ação desta quinta-feira é um desdobramento de outras duas operações: a Linha Vermelha e a Pronta Resposta. A primeira mirava crimes de organização criminosa armada, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro de nomes ligados ao PCC. Já a segunda revelou um plano da facção para matar o promotor Amauri Silveira Filho, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Segundo o MP, o material coletado em ambas as operações levou aos promotores a detectarem “sólidas conexões entre conhecidos traficantes, integrantes do PCC e empresários”. “Essas conexões revelaram diversas transações econômicas nas quais a origem criminosa dos valores negociados havia sido ocultada ou dissimulada pelos envolvidos”, diz o MP.

No entanto, após as operações Linha Vermelha e Pronta Resposta, começaram a surgir desavenças entre os integrantes do grupo. Nesse momento, novas transações imobiliárias e financeiras começaram a serem feitas para “dissipar seu patrimônio e a ocultar os verdadeiros beneficiários” do dinheiro. O esquema de lavagem de dinheiro foi, contudo, identificado pelas autoridades.

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