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Alerj cobra explicação de autoridades sobre operação que deixou 64 mortos no Rio

Alerj cobra explicação de autoridades sobre operação que deixou 64 mortos no Rio

28/10/2025 às 19h04
Por: Redação Fonte: Agência Brasil
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Alerj cobra explicação de autoridades sobre operação que deixou 64 mortos no Rio (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Alerj cobra explicação de autoridades sobre operação que deixou 64 mortos no Rio (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Alerj cobra explicação de autoridades sobre operação que deixou 64 mortos no Rio.

 

Comissão enviou ofícios ao MP e às polícias Civil e Militar.

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) encaminhou ofícios ao Ministério Público e às polícias Civil e Militar cobrando explicações sobre as circunstâncias da Operação Convenção, deflagrada no início da manhã desta terça-feira (28), “que transformou novamente as favelas do Rio em cenário de guerra e barbárie”, disse a presidente da Comissão, deputada Dani Monteiro (PSOL).

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De acordo com a parlamentar, a comissão acompanha “com extrema preocupação” a escalada de violência provocada pela megaoperação, que deixou 64 mortos, entre eles quatro policiais civis, além de vários agentes baleados.

Dani Monteiro afirmou, em nota, que “nenhuma política de segurança pode se sustentar sobre esse banho de sangue”.

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“Estamos diante de uma operação letal jamais vista. O Estado não pode continuar agindo como se houvesse pena de morte, nem que as favelas sejam território inimigo ou palco de espetáculo.

É grave que o governador Cláudio Castro insista em atuar isoladamente, enquanto o Ministério da Justiça e Segurança Pública afirma ter atendido prontamente a todos os pedidos do governo do estado para o emprego da Força Nacional.

O Rio precisa de cooperação entre esferas de governo, e não de disputas políticas em meio a uma tragédia dessa proporção. Segurança pública se faz com planejamento, inteligência e respeito à vida, não espetacularização de chacinas.”

A Comissão reafirmou seu compromisso com a vida e com os direitos humanos, “exigindo transparência, responsabilização e investigação rigorosa de todos os fatos”.

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