
A produção mineral cresceu de forma expressiva no Paraná nos últimos seis anos. De acordo com o Relatório Anual de Lavra, divulgado pela Agência Nacional de Mineração (ANM), a produção de minério – bruto e comercializado – no Estado passou de 51,2 milhões de toneladas em 2019 para 73,46 milhões de toneladas em 2024, um incremento de 43%.
Já o valor dos bens comercializados teve um crescimento ainda mais significativo, saltando de R$ 1,11 bilhão em 2019 para R$ 2,54 bilhões em 2024 (aumento de 129%). Expansão com reflexo direto na evolução do Produto Interno Bruto (PIB) paranaense, de 54% no período, e na geração de empregos com carteira assinada – estoque de mais de 108 mil postos até agosto.
Os resultados do setor da mineração foram puxados por rochas carbonáticas (calcário e dolomito) usadas para a fabricação de cimento e corretivos agrícolas, como cal, e para a produção de agregados (areia e brita), principais bens minerais produzidos no Paraná.
Eles incluem rochas britadas e cascalho, que passaram de 21,01 milhões de toneladas em 2019 para 29,84 milhões de toneladas em 2024 (aumento de 42%); calcário, que foi de 15,38 milhões de toneladas para 22,31 milhões (45%); dolomito, de 2,99 milhões de toneladas para 3,77 milhões de toneladas (26%) e areia, que registrou passou de 8,09 milhões de toneladas para 10,82 milhões (33%). As informações foram divulgadas nos últimos Informes Minerais produzidos pela Divisão de Geologia do Instituto Água e Terra (IAT).
Outros produtos importantes produzidos pelo Estado também acompanharam a taxa de crescimento. A argila usada na fabricação de tijolos, telhas, pisos, revestimentos e louças sanitárias, por exemplo, teve uma expansão de 1,12 milhão de toneladas para 3,38 milhões de toneladas (207%); rochas ornamentais cresceram de 27 mil toneladas para 145 mil toneladas (437%); e o saibro aumento de 1,07 milhão de toneladas para 2,14 milhões de toneladas (100%).
Por fim, a fluorita, aplicada na indústria química para produção de flúor, aumentou de 21 mil toneladas para 31 mil toneladas (47%).
“Um dos principais fatores é o crescimento das indústrias que trabalham com minérios no Estado, como as cimenteiras, concreteiras e produtoras de cal, que são fortemente influenciadas pela situação econômica do Paraná. Assim, quando há uma melhora na economia, há um maior consumo de bens minerais, e consequentemente uma maior demanda pelos serviços desses empreendimentos”, explica o geólogo do IAT, Marcos Vitor Fabro Dias.
De acordo com levantamentos recentes, a produção mineral de fato acompanhou a expansão econômica do Paraná nos últimos seis anos. Segundo dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), o Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná foi de R$ 718 bilhões em 2024 , um crescimento nominal de 54% se comparado aos R$ 466 bilhões registrados em 2019.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no Estado, e o aumento nominal leva em conta os valores monetários correntes, ou seja, considerando os efeitos da inflação no período.
Os números de 2025 também estão mantendo o padrão. No primeiro semestre, também de acordo com o Ipardes, o Estado registrou um PIB acumulado de R$ 403 bilhões , elevação de 3,8% em relação ao mesmo período de 2024. A taxa é superior à média nacional do período, que foi de 2,5%.
EMPREGO– Esse maior volume de recursos circulando, com alta nos investimentos, públicos e privados, transformaram o Paraná em um dos mais significativos polos de geração de emprego do País. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), o Estado conta hoje com 6,13 milhões de trabalhadores empregados . É o maior patamar já atingido pelo Paraná em toda a série histórica do levantamento, iniciada em 2012. Se comparados com os 5,54 milhões registrados pela pesquisa em 2019, foi uma evolução de 10,6%.
Já os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), organizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apontou que o Paraná, nos oito primeiros meses deste ano, criou 108.778 postos de trabalho formais , resultado de 1,43 milhão de admissões e 1,32 milhão de desligamentos no período.O contingente foi o melhor da região Sul, superando Santa Catarina (83,8 mil) e Rio Grande do Sul (74,5 mil). Em nível nacional, ficou atrás apenas de São Paulo (436,7 mil) e Minas Gerais (152,9 mil).
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