
Na Estância Portal Mantiqueira, em Caconde, o cafeicultor Paulo José Aillo Bastos viu sua terra rebrotar graças a uma linha de crédito do Governo de São Paulo , O Feap-PSA. Depois de mais de duas décadas de exploração desordenada de cascalho, o terreno havia se transformado em um cenário de erosão e voçorocas profundas, o que comprometia a fertilidade do solo e provocava o assoreamento de nascentes e cursos d’água.
Para recuperar a área e retomar a produção de café, Paulo procurou o apoio da CATI, órgão de assistência técnica e extensão rural da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap) – Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), na linha Berços D’Água , foi elaborado um plano detalhado de recuperação do solo e adequação da área para o novo uso agrícola.
O trabalho incluiu a construção de terraços para contenção da água e a recomposição da fertilidade, com técnicas que permitiram o retorno da produção e a proteção ambiental.
O engenheiro agrônomo Osmar de Almeida Junior, da CATI Regional São João da Boa Vista, acompanhou todas as etapas do projeto. “Tínhamos aqui uma voçoroca com mais de oito metros de profundidade, que foi tratada. Fizemos calagem, gessagem e o plantio de braquiária. As plantas já estão em processo de formação”, explica.
Para o chefe de divisão da CATI Regional São João da Boa Vista, Daniel Belutti, o Feap PSA é uma ferramenta essencial de sustentabilidade rural. “Tudo o que é feito aqui tem relação direta com a água — o benefício vai além da propriedade, alcançando as nascentes e toda a região”, destaca.
A linha Feap PSA integra o Programa Estadual de Pagamento por Serviços Ambientais (PPSA) , que regulamenta a Política Nacional de Pagamentos Ambientais no Estado de São Paulo. Seu objetivo é incentivar ações que contribuam para a recuperação e conservação dos serviços ecossistêmicos — como a captura de carbono, a redução de emissões de gases de efeito estufa e a preservação da biodiversidade, dos recursos hídricos e do solo.
O programa se divide em duas frentes: PSA Berços D’Água, voltado à contenção de erosões e recuperação do solo, e PSA Águas Rurais, com foco na proteção de nascentes e na gestão sustentável dos recursos hídricos. Com mais de R$ 17 milhões investidos em 815 projetos em todo o Estado e subvenções de até R$ 25 mil por produtor, o Feap PSA acumula mais de dez anos de resultados ambientais, sociais e econômicos positivos.
“O terreno me trará renda — não só para mim, mas para a comunidade local. Recuperar essa área é também resgatar nossa cultura cafeeira”, conclui Paulo, ansioso por colheitas futuras.
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