
Com o objetivo de desmistificar a ideia de que cuidados paliativos são voltados apenas ao fim da vida ou restritos a pacientes com câncer, o Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (HC), em Belém, realizou nesta terça-feira (14) a II Jornada de Cuidados Paliativos. O evento reuniu profissionais de saúde, estudantes e convidados para debater o tema sob diferentes perspectivas clínicas e humanas.
Organizada pela Comissão de Cuidados Paliativos do hospital, a jornada reforçou o compromisso da instituição em promover um atendimento humanizado, centrado na qualidade de vida e no alívio do sofrimento de pacientes com doenças graves e crônicas.
“Cuidado paliativo é uma abordagem que contempla não só o paciente, mas também sua família”, explicou a médica paliativista Patrícia de Carvalho, presidente da Comissão de Cuidados Paliativos do HC. “É como um grande guarda-chuva de proteção, que salvaguarda a dignidade e a biografia desse paciente. Nosso principal papel é o alívio do sofrimento, o controle rigoroso dos sintomas e o apoio emocional, promovendo qualidade de vida — inclusive quando a morte se aproxima.”
Segundo Patrícia, os cuidados paliativos devem ser introduzidos precocemente, idealmente logo após o diagnóstico de uma doença grave. “Quanto antes essa abordagem for iniciada, mais benefícios o paciente e sua família terão. Não se trata de desistir do tratamento, mas de caminhar junto com ele. É preparar, sensibilizar e acolher essa família ao longo da jornada da doença”, acrescentou.
O perfil de pacientes elegíveis para cuidados paliativos inclui pessoas de todas as idades com doenças crônicas ameaçadoras à vida — desde o período perinatal até a terceira idade.
Durante o evento, o médico paliativista Rodolfo Silva, especialista em dor pelo Hospital Albert Einstein, destacou que os cuidados paliativos não são exclusivos da oncologia. Ele explicou, por meio de uma palestra gravada, que na cardiologia, nefrologia e psiquiatria lida-se com condições crônicas e irreversíveis que causam grande sofrimento e que o desafio é incorporar o cuidado paliativo de forma precoce e interdisciplinar, integrando ciência, empatia e escuta ativa.”
No HC, que é referência nessas três especialidades, os cuidados paliativos já vêm sendo aplicados de maneira integrada. Atualmente, 10 pacientes da cardiologia estão em acompanhamento paliativo, mostrando que a prática tem espaço e eficácia também fora do contexto oncológico.
Outro ponto de destaque foi a fala do médico paliativista Thiago Gama, que abordou o princípio da autonomia dentro da bioética, que analisa questões morais relacionadas à medicina e à vida, considerando valores como o respeito à autonomia, o bem-estar do paciente e a justiça nas decisões clínica. “A autonomia é um valor importante, mas não é absoluto. Ela deve ser analisada à luz da condição clínica do paciente. Sempre que possível, respeitamos as escolhas do paciente, mas é preciso equilibrar isso com outros princípios, como a beneficência, a não maleficência e a justiça”, explicou.
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