
A Prefeitura de São José do Rio Preto, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, recebeu nesta sexta-feira, 10 de outubro, o selo Esmeralda do Cidade Abraçar – certificação que reconhece municípios comprometidos com o fortalecimento da atenção primária no diagnóstico e no cuidado de pacientes com doenças respiratórias.
A iniciativa é coordenada pela farmacêutica Boehringer Ingelheim, por meio do programa Abraçar, que tem como objetivo oferecer suporte aos gestores públicos na qualificação da atenção básica e na construção de uma Linha de Cuidado Respiratória estruturada, eficiente e que contribua com a sustentabilidade do sistema de saúde local. O selo Esmeralda é concedido às cidades que atendem a pelo menos 80% dos critérios técnicos estabelecidos, refletindo um alto grau de compromisso com a saúde da população.
“A Boehringer Ingelheim tem como missão atuar além da disponibilização de tratamentos, buscando constantemente formas de facilitar o acesso das pessoas ao diagnóstico e ao cuidado precoce. Com o programa, contribuímos para uma melhor qualidade de vida e com soluções sustentáveis em saúde pública”, explica a Dra. Thais Melo, diretora médica e de Acesso ao Mercado da Boehringer Ingelheim no Brasil.
Entre os avanços que permitiram a certificação estão: o mapeamento da jornada do paciente com sintomas de problemas respiratórios como doença pulmonar obstrutiva crônica e fibroses pulmonares, com identificação de gargalos e oportunidades de melhoria; a implementação de ações previstas no Plano de Trabalho do programa; e a capacitação de pelo menos 50% da equipe de Atenção Primária em doenças respiratórias.
Além disso, o município estruturou o fluxo para solicitação de espirometria, implantou a estratificação de risco após o exame e realiza o monitoramento mensal da fila de espera — medidas que tornam o cuidado mais eficiente e acessível.
“Graças a vocês, profissionais da saúde, conquistamos essa certificação. Dentro da estrutura de Rio Preto, estamos entre os dez melhores do Brasil — um resultado muito importante para todos nós. Sempre fui um defensor do SUS, e Rio Preto é um exemplo de excelência nesse sistema. Temos desafios, é verdade, mas são vocês que fazem a diferença. Agradeço a parceria e parabenizo, mais uma vez, pela dedicação e iniciativa.”, afirmou o assessor especial da Secretaria Municipal de Saúde, Paulo Gouveia.
A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e as doenças pulmonares intersticiais – fibrose pulmonar idiopática e fibrose pulmonar progressiva - são doenças respiratórias que afetam a capacidade de respirar e podem levar a óbito se não tratadas e diagnosticadas adequadamente.
A DPOC é uma condição progressiva e séria que limita o fluxo de ar nos pulmões e afeta a qualidade de vida dos pacientes, causando sintomas como tosse crônica, expectoração e falta de ar, que muitas vezes impedem a realização de atividades básicas do dia a dia como subir escadas ou fazer pequenas caminhadas.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2020, o tabagismo foi responsável por aproximadamente 37.686 mortes por DPOC no Brasil, o que equivale a cerca de 103 óbitos por dia.
O diagnóstico precoce e o tratamento adequado diminuem as taxas de exacerbação (crises respiratórias nas quais a falta de ar piora subitamente).
Já as doenças pulmonares intersticiais (DPIs) formam um grupo de mais de 200 doenças que afetam o parênquima pulmonar, com inflamação generalizada e fibrose difusa. A fibrose pulmonar é uma ameaça comum a um vasto leque de DPIs e Doença Pulmonar Intersticial associada à Doença do Tecido Conjuntivo. 3 A fibrose pulmonar pode se tornar um fator determinante de danos irreversíveis e de mortalidade precoce e exige uma identificação e intervenção urgentes. A progressão da DPI pode levar à Fibrose Pulmonar Progressiva (FPP), marcada pelo aumento contínuo da fibrose.
O Programa Abraçar oferece consultoria técnica especializada para municípios, com foco na reorganização da jornada do paciente com doenças pulmonares como DPOC, asma, doenças pulmonares intersticiais e outras condições pulmonares crônicas, proporcionando redução no tempo da jornada do paciente e dos custos de hospitalizações.
Desde 2018, funciona gratuitamente para a população em parceria com secretarias municipais, estaduais e instituições de saúde e conta com ações estruturadas que incluem: realização de espirometrias, capacitação de profissionais de saúde e organização da rede e de protocolos clínicos.
A proposta é apoiar as gestões municipais na estruturação de linhas de cuidado e implementação de indicadores, bem como no fortalecimento da atenção básica, visando a sustentabilidade do sistema.
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