
Imagens foram captadas por 13 adolescentes do Centro Socioeducativo (CSE) de Juiz de Fora foram uma das atrações do Festival Internacional de Cinema e Cultura da Diversidade (Festicid), realizado em setembro, na cidade da Zona da Mata.
A exposição de fotografia "O Mundão e Eu" foi resultado de um curso de fotografia, realizado em dez encontros, mesclados por teoria e prática, promovido em parceria pela CSE, administrada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG) , e a Associação Cultural Cine Fanon, organizadora do Festicid. As aulas foram ministradas pela fotógrafa Lêda Bárbara Soares.
O curso surgiu como continuidade de um projeto anterior de audiovisual, desenvolvido pelo psicólogo do CSE de Juiz de Fora, Artur Duarte, e pelos auxiliares educacionais Millena Fagundes e Matheus Xavier, no evento "Caminhos Literários".
Para a fotógrafa Lêda Bárbara Soares, o título da exposição “O Mundão e Eu” revela a tensão e o encontro entre o mundo exterior — vasto, desafiador e, muitas vezes, hostil — e a interioridade de quem busca novos caminhos. “Fiquei surpreendida como eles conseguiram, em tão pouco tempo, absorver a técnica e desenvolver uma percepção visual apurada. Tivemos uma ótima convivência e aprendi muito com os adolescentes. A fotografia se tornou uma janela de liberdade para eles”, refletiu a fotógrafa.
Descobertas
Os adolescentes foram além do aprendizado das técnicas de fotografia e descobriram diferentes olhares sobre o mundo, que teve incentivo nas aulas e nas experiências visuais no Museu Mariano Procópio e nas ruas do centro de Juiz de Fora. As fotos apresentadas em “O Mundão e Eu” registram objetos afetivos, sentimentos, desejos e a dualidade entre o momento de privação de liberdade (mundinho) e uma nova perspectiva de possibilidades (mundão).
Ao longo da oficina, os jovens tiveram contato com a fotografia desde o instante em que a luz atravessa a câmera e revela mundos antes invisíveis, percebendo a potência da linguagem fotográfica no jogo entre sombra e claridade. mostrando vemos objetos afetivos e cenas do cotidiano, que se tornam símbolos de identidade, memória e desejo.
Silvanei*, um dos participantes, compartilhou sua experiência: “Quando comecei o curso, eu não achei muito maneiro. Achei que não ia gostar, por ser um curso novo e não gostar de aprender coisas novas. Mas depois, a professora Leda começou a me ensinar e eu consegui ver o significado de enxergar coisas simples aqui dentro. E eu comecei a entender o significado do curso, de tirar foto. E comecei a aprofundar mais na fotografia e consegui fazer umas fotos maneiras, com significado legal.
“Acho que foi importante porque pode abrir novas oportunidades, né? Postos de emprego, essas coisas, porque vai ter o diploma aí, o certificado. E foi bom também porque nós fomos lá fora no mundão, para esfriar a cabeça e dar valor à nossa liberdade, que é o que nós temos de mais importante”, disse Silvanei*.
Gleidson*, outro adolescente do curso, também destacou o impacto da experiência: “O curso foi uma coisa boa para nós. A professora Leda ajudou muito. Nós vimos que dá para você ver várias coisas através das fotos, né? Na sua mente, você vê uma coisa, e pela foto você vê outra paisagem. Ela ensinou também a mudar o ângulo, a imagem, a luz de tudo o que a gente vê”, contou.
*Nomes fictícios para preservar a identidade dos adolescentes
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