
Foto: Anne Caroline Anderson/Semae
A Diretoria de Bem-Estar Animal da Secretaria do Meio Ambiente e da Economia Verde (Semae), participou na tarde da última quarta-feira, 1° de outubro, de uma capacitação online destinada a profissionais das áreas de saúde humana, animal e meio ambiente. O objetivo é fortalecer a gestão dos municípios no enfrentamento da esporotricose, doença fúngica que vem sendo identificada com maior frequência no Brasil e que pode ser transmitida de animais para pessoas.
O evento abordou protocolo de atendimento aos casos de esporotricose animal, notificação às autoridades, possibilidades para tratamento e contou com a participação de mais de 500 pessoas, entre médicos veterinários, biólogos, gerências regionais de Saúde, vigilâncias epidemiológicas municipais, equipe de bem-estar animal e de meio ambiente, entre outros.
A capacitação foi ministrada em conjunto por equipes de diretorias Estaduais de Vigilância Epidemiológica e diretora de Bem-Estar Animal da Semae, Fabrícia Rosa Costa. A gerente de Programas de Controle Populacional da Dibea Estadual, Jerusa Gadotti também participou do encontro. Na oportunidade foi apresentada a Nota Informativa Conjunta nº 011/2025 DIVE/DIBEA SES/SEMAE, assunto: Orientações quanto a vigilância e controle da esporotricose no Estado de Santa Catarina, elaborada pelas instituições.
“O enfrentamento da esporotricose é um desafio que exige preparação técnica e integração entre saúde humana, animal e ambiental. Com essa capacitação, Santa Catarina fortalece sua capacidade de resposta e reafirma o compromisso de proteger a população e os animais, ampliando a vigilância e garantindo ações preventivas mais eficazes em todo o Estado”, destaca Fabrícia Rosa Costa, Diretora de Bem-Estar Animal da Semae.
O encontro visa capacitar os profissionais para desenvolver e implementar ações integradas e efetivas de vigilância, prevenção, diagnóstico e manejo da esporotricose animal e humana em Santa Catarina, visando o fortalecimento da resposta do sistema de saúde para conter o avanço da transmissão.
“A capacitação é fundamental para que possamos dar respostas rápidas e integradas, reduzindo riscos à saúde da população e garantindo melhor qualidade de vida também para os animais”, destaca Alexandra Pereira, médica veterinária da DIVE.
A iniciativa buscou ainda, aprimorar a assistência aos pacientes humanos e animais e fortalecer a vigilância integrada, reconhecendo a esporotricose como uma zoonose que exige abordagem conjunta, dentro do conceito de Saúde Única. Desta forma, Santa Catarina reforça o compromisso de ampliar a preparação dos profissionais de saúde e garantir medidas efetivas de prevenção e cuidado frente às doenças emergentes.
Sobre a doença
A esporotricose é causada pelo fungo do gênero Sporothrix, presente no solo, vegetação e matéria orgânica em decomposição. A doença se manifesta em gatos por meio de feridas na pele, principalmente na face, orelhas e patas, que demoram a cicatrizar.
Já em humanos, a transmissão ocorre geralmente pelo contato direto com lesões de animais infectados ou através de arranhões, mordidas e secreções de gatos infectados. Os sintomas mais comuns são o surgimento de feridas na pele, geralmente nos braços, mãos ou rosto, que podem se espalhar ao longo dos vasos linfáticos, além de inchaço e formação de nódulos. Humanos são infectados quase exclusivamente por animais doentes, sendo o contágio entre pessoas extremamente raro.
Para prevenir a esporotricose é recomendado: Manter os gatos em ambiente domiciliar, evitando o acesso à rua; Procurar atendimento veterinário ao sinal de lesões suspeitas; Usar luvas ao manusear animais com feridas; Não abandonar animais doentes e buscar tratamento; Procurar atendimento ao menor sinal de lesões na pele após contato com gatos.
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