
A Universidade de São Paulo (USP) foi destituída do título de melhor universidade da América Latina e do Caribe, conforme revelado no 15º ranking QS (Quacquarelli Symonds) de 2026.
A Universidade de São Paulo (USP) foi destituída do título de melhor universidade da América Latina e do Caribe, conforme revelado no 15º ranking QS (Quacquarelli Symonds) de 2026, publicado na quarta-feira, 1º de setembro
Após liderar o ranking por dois anos consecutivos, a USP agora ocupa a segunda posição, sendo superada pela Pontifícia Universidade Católica do Chile (UC), que retoma o primeiro lugar.
Apesar da queda na classificação, o Brasil mantém uma presença significativa entre as dez melhores universidades da lista.
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) posiciona-se em terceiro lugar, enquanto a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mantém a quinta colocação, assim como no levantamento anterior.
A Universidade Estadual Paulista (Unesp) obteve um avanço, subindo duas posições para assumir a sexta colocação em comparação ao ranking de 2025.
De acordo com o relatório da QS, o Brasil é o país mais representado no ranking, contando com 130 instituições. Este número é quase o dobro em relação ao México e à Colômbia, que possuem 67 universidades cada.
Ben Sowter, vice-presidente sênior da QS, destacou a ampla representação das universidades brasileiras:
“Nos últimos anos, o sistema de ensino superior no Brasil fez progressos significativos em inclusão e acesso, embora ainda enfrente desafios relacionados às taxas de conclusão e à qualidade”, observou Sowter.
As universidades brasileiras se destacam em vários critérios do ranking. No quesito reputação acadêmica, três delas – USP, Unicamp e UFRJ – figuram entre as dez melhores.
Em relação à pesquisa, cinco universidades brasileiras estão entre as dez melhores na Rede Internacional de Pesquisa e Citações Por Artigo (CPP), enquanto sete estão na lista dos dez melhores em Artigos Por Docente (PPF).
A USP continua sendo uma das principais instituições de pesquisa da América Latina, liderando critérios como Artigos Por Docente e Rede Internacional de Pesquisa (IRN), que medem a produtividade acadêmica individual e a capacidade colaborativa.
Segundo Sowter, iniciativas como as da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) têm sido fundamentais para fortalecer a colaboração tanto internacional quanto nacional:
“A Capes posiciona o Brasil para melhorar a formação de pós-graduação, atrair talentos e reforçar seu papel na produção global de conhecimento”, afirmou.
No entanto, conforme os dados do ranking, o Brasil figura entre os 16 países da região que experimentaram uma queda nas posições de suas instituições.
Das universidades brasileiras avaliadas, 41% (39) caíram em posição, 29% (28) melhoraram sua classificação e 30% (29) permaneceram inalteradas desde o último levantamento.
Apesar disso, o recuo brasileiro foi o menor entre os países que apresentaram quedas, com uma variação negativa de apenas 11%.
A 15ª edição do ranking QS América Latina e Caribe leva em consideração critérios como formação docente e publicação científica, além de outros fatores como pesquisa e reputação como empregador.
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