
Para consolidar e expandir a força econômica da cultura do café, o Governo do Ceará, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE), promove um curso de capacitação para produtores de café da região nos dias 29 e 30 de setembro, no Centro Cultural de Mulungu, com aulas práticas no Sítio São Roque.
A capacitação contou com a parceria do Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec), Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adagri), Prefeitura de Mulungu e Associação dos Cafeicultores Ecológicos da Serra de Baturité (Ecoarcafé).
A formação abrange toda a cadeia produtiva, do plantio ao consumo, focando na realidade local. Ramon Farias, um dos instrutores, ressaltou o diferencial do café cearense, especialmente o café arábica produzido em regiões de altitude.
“Temos resquícios de Mata Atlântica onde são produzidos esses cafés. Iniciamos um processo de revitalização dessas áreas, trazendo essas lavouras antigas para lavouras mais novas, trazendo uma agregação de valor, desde a qualidade do produto, da qualidade do café produzido na Serra, agregando valor também ao turismo de experiência que essas regiões proporcionam, fazendo com que o produtor tenha mais rentabilidade. Temos um café diferenciado, com notas sensoriais exóticas, mais evoluídas do ponto de vista na qualidade,” detalhou o instrutor.
A presidente da Ecoarcafé, Mônika Farias, enfatizou a importância da sustentabilidade para a cultura local, que já existe há 200 anos na região.”Esse café, também, em termos de sustentabilidade para a nossa região, é altíssimo, porque ele conserva toda a biodiversidade, o sombreamento das árvores ajuda a reverter alguns sintomas da mudança climática. O café sombreado vai além da produção de um simples produto,” afirmou.
A presidente da Ecoarcafé também destacou a relevância do segundo módulo do curso, que abordou da colheita ao beneficiamento, etapas cruciais para a produção do café especial que a região busca revitalizar. “Não adianta a gente plantar bem se não souber colher e não souber beneficiar”, pontuou.

A capacitação é vista pelos produtores como um passo fundamental para o desenvolvimento. Rodrigo Vieira, engenheiro agrônomo e pequeno produtor em Mulungu, enxerga o curso como uma oportunidade para resgatar a cafeicultura, que ele considera a “raiz dessa região”.
“É muito importante que as pessoas que estejam envolvidas diretamente ou indiretamente nesse processo, tanto como eu, mas outros produtores, eles se adequarem e conhecer novos métodos e novos mercados,” disse Vieira. Ele frisou que a cafeicultura moderna vai além da planta. “Quando se fala de café, não se fala só da planta, né? Se fala de mercado, se fala também de turismo, desenvolvimento social, então envolve várias camadas e também gera empregos,” completou.
Vieira demonstrou otimismo, ressaltando o grande potencial do Maciço de Baturité devido às condições climáticas favoráveis. “Através desse curso a gente pode realmente desenvolver esse potencial e atingir outros patamares aí no caso,” concluiu o produtor.
Com a revitalização das lavouras, foco na qualidade do café arábica especial e a integração com o turismo de experiência, o Maciço de Baturité se posiciona para aumentar sua contribuição econômica e consolidar o Ceará no mapa da produção de cafés de alta qualidade cultivados em condições de sustentabilidade.
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