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Sesa reforça importância de hábitos saudáveis no Dia Mundial do Coração

O Dia Mundial do Coração, celebrado nesta segunda-feira (29), é uma data que visa reforçar a importância dos cuidados com a saúde cardiovascular. A...

29/09/2025 às 16h25
Por: Redação Fonte: Secom Espírito Santo
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Foto: Reprodução/Secom Espírito Santo
Foto: Reprodução/Secom Espírito Santo

O Dia Mundial do Coração, celebrado nesta segunda-feira (29), é uma data que visa reforçar a importância dos cuidados com a saúde cardiovascular. As doenças do coração continuam sendo um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil e não é diferente no Espírito Santo. 

O médico cardiologista Werther Mônico Rosa, referência técnica cardiovascular da Secretaria da Saúde (Sesa), explica que o risco aumenta principalmente após os 50 anos de idade, mas fatores como sedentarismo, má alimentação, tabagismo e histórico familiar podem antecipar o aparecimento dessas doenças. 

Segundo ele, aumentou o número de mortes com doenças cardiovasculares em faixas etárias mais jovens, especialmente infarto agudo do miocárdio em pessoas abaixo de 50 anos. 

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“Essas doenças são silenciosas, evoluem lentamente e, muitas vezes, só se manifestam em estágios avançados. Isso dificulta o diagnóstico precoce e agrava os desfechos. Por isso, é fundamental a conscientização e prevenção precoce, mesmo na ausência de sintomas”, disse o médico cardiologista Werther Mônico Rosa. 

Ele explica que, entre os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, estão a pressão alta, colesterol elevado, diabetes, tabagismo, sedentarismo, obesidade, histórico familiar de doenças cardíacas, além do consumo excessivo de álcool e o estresse. 

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Mudança de hábito é mais eficaz

Para se prevenir contra as doenças do coração, o médico ressalta que é importante, entre diversas atitudes, manter uma dieta rica em frutas, legumes, verduras, fibras e peixes. Por outro lado, alimentos ultraprocessados, com excesso de sal, açúcar e gordura saturada, aumentam as chances dessas doenças. 

Outra atitude que auxilia na boa saúde do coração, segundo Werther Mônico Rosa, é a prática regular de exercícios físicos. A recomendação mínima é de 150 minutos por semana de atividades aeróbicas moderadas, como caminhada, corrida leve ou bicicleta. Após os 50 anos, é importante aumentar as atividades de fortalecimento muscular, já que a perda muscular piora nessa fase e compromete a qualidade de vida. 

“Parar de fumar e adotar um estilo de vida ativo e equilibrado são atitudes simples e poderosas para proteger o coração. Existem medicamentos que auxiliam na redução da dependência de nicotina e podem ajudar na cessação do hábito. Uma das medidas mais eficazes para parar de fumar é a abordagem comportamental, como a terapia de grupo. Instituições de referência, como o Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (Hucam), desenvolvem trabalhos nesse sentido, acrescenta a referência técnica.

Infarto

Uma das doenças que mais afeta o coração é o infarto, popularmente conhecido como ataque cardíaco. Ele acontece quando o fluxo de sangue que leva o oxigênio ao coração é interrompido, geralmente devido ao entupimento de uma artéria por placas de gordura ou por um coágulo que bloqueia o fluxo de sangue. 

Os sintomas mais comuns, de acordo com o médico, são dor ou pressão intensa no peito, que pode irradiar para o braço esquerdo, costas, mandíbula ou estômago, acompanhada de suor frio, náusea e falta de ar. Nesses casos, é fundamental buscar socorro médico imediatamente.

Rosa esclarece ainda que, alguns grupos, como mulheres e idosos, devem ter mais atenção pois a dor no peito pode não ser tão característica da doença como na população em geral. Os diabéticos, especialmente se convivem há muito tempo com a doença, podem não apresentar a dor ou apresenta-la em menor intensidade. Nessas situações o cidadão deve aumentar seu grau de suspeita e procurar uma unidade de atendimento de emergência. 

Os homens ainda são mais atingidos por doenças do coração, mas os casos estão aumentando também entre mulheres, especialmente após a menopausa. Nelas, os sintomas podem ser mais discretos, como cansaço intenso, náusea e dor abdominal. No entanto, quando atingidas por doenças agudas como o infarto do miocárdio, a mortalidade entre elas tende a ser maior que nos homens. “Doenças do coração são um risco para a gravidez quando presentes, o que enfatiza a importância de rastreamento e diagnósticos precoces”, disse a referência técnica.

Consultas regulares ajudam a monitorar a pressão arterial, o colesterol e a glicemia, prevenindo complicações. Para pessoas saudáveis, recomenda-se iniciar avaliações cardiológicas a partir dos 40 anos para homens e 50 anos para mulheres, ou antes, se houver histórico familiar. Em pacientes estáveis, sem sintomas e sem doença manifesta, um acompanhamento anual pode ser suficiente. Já os pacientes com insuficiência cardíaca grave, que necessitam de ajustes frequentes, podem precisar de consultas quinzenais, com a maioria dos casos variando entre esses dois extremos. 

Dados

Em 2024, no Espírito Santo, foram registradas 32.087 internações hospitalares por doenças cardiovasculares, tendo como principais causas varizes dos membros inferiores e insuficiência cardíaca. Já em relação às doenças cardíacas, no mesmo ano, foram 17.727 internações, sendo as principais causas a insuficiência cardíaca e o infarto agudo do miocárdio. 

Neste ano de 2025, até junho, foram contabilizadas 16.098 internações por doenças cardiovasculares e 8.854 internações por doenças cardíacas. A relação aos óbitos, em 2024, foram 8.149 mortes e, neste ano de 2025, até o dia 09 de setembro, 4.622 óbitos por doenças cardiovasculares, sendo as principais causas infarto agudo do miocárdio e doença cardíaca hipertensiva, conforme dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM).

Já em relação às doenças cardíacas, o ano de 2024 registrou 3.667 mortes, e neste ano de 2025, até 09 de setembro, 2.061, tendo, em ambos os anos, as principais causas o infarto agudo do miocárdio e doença isquêmica crônica do coração.

Rede Estadual de Referência

A porta de entrada do paciente é a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência, onde ele será avaliado e encaminhado, de acordo com seu perfil clínico, para atendimento com especialista via Central de Regulação. 

No Espírito Santo, seis hospitais são referenciados para o tratamento de doenças cardíacas pelo Sistema Único de Saúde (SUS): 

- Região Metropolitana: Santa Casa de Misericórdia de Vitória, Hospital Universitário Cassiano Antonio de Moraes (Hucam) e Hospital Evangélico de Vila Velha (HEVV); 

- Região Central: Hospital Rio Doce, em Linhares, e Hospital São José, em Colatina;

- Região Sul: Hospital Evangélico de Cachoeiro do Itapemirim. 

Além disso, o Hospital Estadual Central (HEC), em Vitória, é referência no atendimento ao Acidente Vascular Cerebral – AVC, que também está enquadrado como doença cardiovascular.

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