
Palestras, dinâmicas, atividades lúdicas e mobilização marcaram a Semana de Combate à Raiva dos Herbívoros, promovida pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) durante a última semana, em polos da agropecuária no Estado. Em 2025, a Adepará concentrou as ações no Arquipélago do Marajó, especificamente nos municípios de Cachoeira do Arari, Soure e Salvaterra, que apresentaram casos da doença em herbívoros em 2024 e 2025. Também foram realizadas atividades educativas na Região de Integração Baixo Amazonas, no oeste paraense.
Em Cachoeira do Arari, as ações foram destinadas a alunos da Escola Estadual Delgado Leão; em Salvaterra, na Escola de Ensino Técnico do Estado do Pará (EETEPA), direcionadas aos alunos do curso técnico em Medicina Veterinária e universitários do Campus da Universidade do Estado do Pará (Uepa), e em Soure, as ações contemplaram alunos da Escola Edda S. Gonçalves e do curso técnico em Enfermagem da EETEPA.
“A Semana de Combate à Raiva é um chamado à prevenção e à união de todos por uma saúde única. Esse trabalho conjunto com produtores, instituições e comunidades fortalece a vigilância e garante respostas mais rápidas e eficazes contra essa zoonose de alta gravidade”, ressaltou Graziela Oliveira, diretora de Defesa e Inspeção Animal da Adepará.
Abordagem lúdica- Em Mojuí dos Campos, município do Baixo Amazonas, o médico veterinário, Anderson Carvalho de Farias, da Agência de Defesa, explicou para 40 estudantes da Escola Municipal Maria do Carmo Félix da Silva como a doença é transmitida por morcego hematófago (que se alimenta de sangue) e ressaltou a importância de vacinar tanto os animais de produção e os animais domésticos.
“Nós abordamos o assunto de uma forma bem lúdica, para que os estudantes possam compreender a importância do assunto e saber que existe controle e combate à doença, realizados principalmente através da vacinação. Além da proteção aos rebanhos pecuários paraenses, é uma proteção à saúde única, ou seja, humana, ambiental e animal”, frisou o veterinário.
Dia Mundial- O período escolhido para a ação coincidiu com o Dia Mundial Contra a Raiva, estabelecido pela Alianza Global para o Controle da Raiva (Garc) e reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a fim de promover o combate à doença, conscientizar sobre prevenção e comemorar conquistas.
De acordo com Krishna Tabosa, fiscal estadual agropecuária da Gerência de Sanidade dos Ruminantes (Gesar) e ponto focal do Programa Estadual de Controle da Raiva em Herbívoros, este foi o 4º ano consecutivo que a Adepará promoveu ações de prevenção contra a doença no período que antecede o Dia Mundial Contra a Raiva - 28 de Setembro.
“Tal ação é destinada à conscientização dos riscos envolvidos à raiva em herbívoros (bovinos, bubalinos, cavalos, burros, jumentos, carneiros e bodes), sua prevenção e controle, por meio da mobilização de estudantes, agentes comunitários de saúde e a população em geral”, informou a veterinária.
Riscos e atendimento- A raiva é uma grave zoonose que está presente em todos os continentes, afetando mais de 150 países. No homem, sua letalidade se aproxima de 100%. A transmissão ocorre principalmente por contato com saliva de animais infectados, decorrente principalmente de mordedura, e menos frequentemente por arranhaduras e lambeduras em pele lesionada ou em mucosas. É uma doença com protocolos de atendimento bem estabelecidos, os quais, se forem seguidos à risca, são eficazes para a proteção das pessoas.
No Brasil, a doença é endêmica no meio rural, uma vez que animais de produção e animais silvestres são acometidos com regularidade. Os sinais clínicos mais evidentes são incoordenação motora, prostração, paralisia de membros, movimentos de pedalagem e pescoço esticado, seguidos de morte.
Educação sanitária- A educação é um instrumento fundamental para transformar conhecimento em ação. “Ela não apenas dissemina informações, mas desperta a consciência crítica da sociedade, fortalecendo a compreensão de que a prevenção e o controle de doenças na agropecuária dependem do engajamento coletivo”, disse Adriane Moraes, veterinária que coordenou as ações educativas no Marajó.
Ao sensibilizar e preparar o público, a educação sanitária promove a corresponsabilidade entre produtores, consumidores, estudantes, instituições e comunidade em geral, criando uma cultura de vigilância. “Mais do que um processo de orientação, é uma prática de construção conjunta, capaz de gerar mudanças de atitude e valorizar a saúde única”, ressaltou Alexandre Mendes, gerente de Educação Sanitária da Adepará.
A Adepará orienta produtores, agentes de saúde e a comunidade para que fiquem alertas quanto à suspeita da doença, comunicando imediatamente à Agência sobre animais de produção com sinais clínicos da doença, por meio do site https://www.adepara.pa.gov.br , pessoalmente no Escritório da Adepará ou acessando o e-SISBRAVET - https://sistemasweb4.agricultura.gov.br/sisbravet/manterNotificacao!abrirFormInternet.action
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