
Os distritais Fábio Felix (Psol) e Gabriel Magno (PT) subiram à tribuna do Plenário da CLDF nesta terça-feira (16) para repudiar as condições da clínica de reabilitação da Comunidade Terapêutica Liberte-se no Lago Oeste. Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Casa, Felix relatou que participou hoje de força-tarefa para vistoriar a unidade com a deputada federal Erika Kokay, o Conselho Regional de Psicologia e o Mecanismo de Prevenção e Combate à Tortura.
“As cenas que vi hoje me deixaram muito triste. Eu já fui em presídio; sou assistente social do sistema socioeducativo; já visitei uma série de unidades hospitalares, inclusive no auge da Covid, mas o que testemunhei na clínica do Lago Oeste foi inédito em relação à falta de dignidade”, lamentou Felix, que ressaltou que a mensalidade para a internação é de R$ 1.700.
A instituição privada voltada à recuperação de dependentes de álcool e outras drogas foi palco de uma tragédia neste ano: outra unidade do grupo, situada no Paranoá, sofreu um incêndio no último 31 de agosto que resultou em cinco vítimas fatais e 11 feridos.
Felix relatou que na unidade do Lago Oeste faltam profissionais, há superlotação, a alimentação é insuficiente e inadequada, internos não podem receber visitas e são trancados à noite para que não saiam da clínica. O distrital ainda apontou que após a visita da força-tarefa, mais de 50 pacientes foram à delegacia de Sobradinho para prestar queixas contra a instituição. Também informou que o Ministério Público está ciente e tomando providências.
Já Magno explicou que acompanha o caso por meio da Frente Parlamentar em Defesa da Atenção à Saúde Mental da CLDF. O parlamentar defendeu que é urgente que o estado regule e fiscalize as comunidades terapêuticas e enfatizou que são diversas as denúncias de cárcere privado e tortura.

"É preciso fortalecer a rede de atenção psicossocial, contratar mais profissionais para estarem nos hospitais gerais e nos centros de apoio espalhados pela cidade. A oferta hoje é insuficiente e estamos vendo as famílias desesperadas tendo que recorrer a instituições com violações graves de direitos humanos”, clamou Magno.
Daniela Reis (Agência CLDF)
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