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Prestes a comandar a Câmara, Motta quer evitar algumas pautas. Entenda.

Prestes a comandar a Câmara, Motta quer evitar algumas pautas. Entenda.

29/01/2025 às 00h01
Por: Redação Fonte: cnn
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Prestes a comandar a Câmara, Motta quer evitar algumas pautas. Entenda.

Prestes a comandar a Câmara, Motta quer evitar algumas pautas. Entenda.

 

Líder do Republicanos na Câmara dos Deputados é o favorito para assumir a presidência da Casa Legislativa para o próximo biênio (2025-2027)

O deputado federal Hugo Motta (PB), líder do Republicanos na Câmara dos Deputados, construiu uma candidatura à presidência da Casa Legislativa com aliança de diferentes partidos, desde o PT, de Luiz Inácio Lula da Silva, ao PL, de Jair Bolsonaro. Praticamente garantido no cargo hoje ocupado por Arthur Lira (PP-AL), Motta indicou que, para cumprir acordos feitos, irá evitar pautas consideradas “polêmicas” no plenário.

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Eleição da Câmara

  • Os deputados irão retornar a Brasília no sábado (1º/2) para escolha do próximo presidente da Câmara dos Deputados.
  • Na eleição da Casa Legislativa, os parlamentares também irão escolher os 1º e 2º vice-presidentes e os quatro secretários da Mesa Diretora.
  • O voto para eleição da Mesa Diretora é secreto, assim, os parlamentares podem trair a indicação partidária.

A eleição da Câmara dos Deputados está marcada para sábado (1º/2). Os deputados pastor Henrique Vieira (PSol-RJ) e Marcel Van Hattem (Novo-RS) também são candidatos à cadeira de Arthur Lira (PP-AL).

Durante os diversos encontros que teve com os deputados e bancadas partidárias, Hugo Motta se comprometeu em evitar pautas que possam aumentar a polarização do país. Entre as promessas de campanha, o líder do Republicanos enfatizou que as pautas da Câmara dos Deputados, caso eleito, serão focadas no crescimento do país.

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Apesar das promessas, Hugo Motta enfrentará uma Câmara dos Deputados com pautas polêmicas, como a anistia dos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e a questão proibição do aborto legal no país.

No ano passado, um projeto de lei (PL) que previa anistia aos envolvidos estava pronto para ser apreciado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, mas, no dia em que o texto seria analisado, o presidente da Casa retirou o projeto da CCJ numa canetada e determinou a criação de uma comissão especial. Caberá a Motta instalar essa comissão.

Outro questão polêmica que acirrou os animos na Câmara dos Deputados está ligada à interrupção do aborto legal no Brasil.

Em um tempo recorde, a Casa Legislativa aprovou a urgência do Projeto de Lei (PL) nº 1904/24, que equipara o aborto de gestação acima de 22 semanas ao homicídio, incluindo casos de estupro.

Na CCJ da Casa o tema também entrou em pauta. Uma proposta de emenda à Constituição (PEC), de autoria do ex-deputado Eduardo Cunha, teve a admissibilidade aceita. A matéria proíbe o aborto legal no Brasil, que só é permitido em três casos específicos: quando há risco de vida para gestante, em caso de estupro e se o feto for anencéfalo.

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