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Michelle Melo apresenta projetos de lei voltados à inclusão de pessoas com autismo e à valorização das mulheres no serviço público

Na sessão desta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), a deputada Michelle Melo (PDT) apresentou dois projetos de lei com fo...

10/09/2025 às 14h39
Por: Redação Fonte: Aleac
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Foto: Reprodução/Aleac
Foto: Reprodução/Aleac

Na sessão desta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), a deputada Michelle Melo (PDT) apresentou dois projetos de lei com foco em inclusão social e igualdade de gênero. A parlamentar destacou que as propostas nasceram a partir de demandas da sociedade e reforçam o compromisso de seu mandato com a construção de um Acre mais justo.

O primeiro projeto trata da criação de salas sensoriais em unidades públicas de saúde e demais órgãos do Estado para atender crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo Michelle Melo, a falta desses espaços gera grande desconforto às crianças e suas famílias, sobretudo em ambientes com excesso de estímulos visuais e sonoros, como hospitais e repartições públicas.

“Muitas mães relatam a dificuldade quando levam seus filhos às UPAs, ao pronto-socorro ou à Fundação, e não há espaços adequados para acolhê-los. Essas crianças acabam sendo hiperestimuladas e sofrem com os ruídos e aglomerações. A nossa proposta é que o Estado instale salas sensoriais, proporcionando um ambiente humanizado e sensível às necessidades das pessoas com autismo”, explicou.

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O segundo projeto de lei apresentado pela deputada propõe medidas para garantir maior participação de mulheres nos concursos e no serviço público estadual, em especial em áreas que exigem acolhimento e sensibilidade no atendimento às vítimas. Michelle Melo destacou que a falta de servidoras concursadas impacta diretamente o funcionamento de instituições como a Polícia Civil e a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM).

“Quando precisamos de mais mulheres no acolhimento, recebemos como resposta do Estado que não há servidoras concursadas o suficiente. Isso precisa mudar. Já lutamos nesta Casa pela convocação de mulheres no concurso do Corpo de Bombeiros, e agora queremos ampliar essa discussão. Precisamos de paridade não só na política, mas também nos serviços públicos, garantindo mais representatividade feminina e mais qualidade no atendimento à população”, afirmou.

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A pedetista concluiu reforçando que ambas as propostas buscam garantir direitos e promover avanços sociais concretos: “Esses projetos não são apenas bandeiras, mas respostas a demandas reais da nossa sociedade. É com diálogo e compromisso que vamos construir políticas públicas inclusivas e igualitárias”.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

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