
Pressionado por revés no Senado e críticas internas, premiê japonês deixa o cargo menos de um ano após assumir, abrindo crise política no país.
O primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, anunciou neste domingo (7) sua renúncia ao cargo, em meio à forte pressão política decorrente da derrota de seu partido, o Liberal Democrata (PLD), na eleição para a Câmara Alta do Parlamento em julho. O anúncio foi feito às 18h no horário de Tóquio (6h em Brasília) e marca uma das mudanças mais significativas na liderança japonesa dos últimos anos. A informação foi divulgada pela agência Reuters.
Em seu discurso de despedida, Ishiba destacou os avanços de sua gestão, citando o fortalecimento das relações diplomáticas e programas voltados à redução da pobreza. No entanto, reconheceu que o resultado das urnas deixou sua liderança fragilizada. “Aceito o resultado severo”, já havia afirmado no dia da apuração, em entrevista à emissora pública NHK, embora naquele momento descartasse a renúncia imediata.
O revés do PLD foi considerado histórico: a oposição conquistou 77 assentos, alcançando um total de 125 das 248 cadeiras da Câmara Alta. Para um partido que dominou a política japonesa quase ininterruptamente desde 1955, a derrota foi interpretada como um sinal de desgaste profundo e de perda de confiança do eleitorado.
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