
Novidades importantes impactam diretamente a segurança das operações, principalmente para empresas e fintechs.
O Banco Central (BC) anunciou nesta quinta-feira (5) um pacote de medidas que muda as regras do Pix e pressiona fintechs e prestadores de tecnologia a se regularizarem rapidamente.
Para a maioria das pessoas, nada vai mudar. Mas, segundo especialistas ouvidos pelo InfoMoney, há novidades importantes que impactam diretamente a segurança das operações, principalmente para empresas e fintechs, já que as novas regras terão reflexo imediato sobre o mercado de pagamentos.
“Instituições que hoje operam sob o modelo BaaS, mas sem autorização do BC, terão de conviver com o limite e correr para se regularizar a situação até 2026”, observa o advogado Arthur Lobo, sócio do escritório Wambier, Yamasaki, Bevervanço e Lobo.
Para Fábio Magalhães, fundador da Ideen e da Revvo, o impacto vai além da regulação: “Apenas instituições dos segmentos S1 a S4 poderão ser responsáveis por Pix de instituições não autorizadas. Isso elimina a possibilidade de fintechs menores ou cooperativas assumirem esse papel. Contratos terão que ser revistos em até 180 dias, gerando custos de transição, mas elevando a robustez do sistema.”
Magalhães destaca ainda a exigência de capital mínimo de R$ 15 milhões para PSTIs e a possibilidade de o BC requerer certificação técnica independente. “É o fim da autoavaliação complacente. Quem não comprovar maturidade regulatória terá que sair do jogo”, reforça.
Na visão de Lígia Lopes, CEO da Teros, os ataques recentes mostraram que a vulnerabilidade não está apenas na regulação, mas também na arquitetura. “Sem isolamento técnico, mensageria robusta e liquidação sob cenários, cria-se o clima perfeito para ataques em toda a cadeia. Segurança nasce na infraestrutura, não só na norma”, alerta.
Já para Reinaldo Boesso, CEO da fintech TMB, o sistema está amadurecendo rápido. “O Pix já deixou de ser apenas um meio de pagamento instantâneo. Ele se consolidou como infraestrutura para serviços de cobrança, carteiras digitais e até crédito. O desafio será equilibrar praticidade e proteção, com investimento em antifraude e educação financeira”, analisa.
Alex Hoffmann, CEO da PagBrasil, acrescenta que a resposta do BC foi “cirúrgica e implacável”. Segundo ele, o recado é claro: “ou as empresas se adequam rapidamente, ou ficam fora do sistema”.
O presidente do BC, Gabriel Galípolo, já antecipou que novas medidas estão em estudo ainda este ano, incluindo combate a “contas laranja”, regulação de criptoativos e revisão dos requisitos de capital para instituições de pagamento.
“O Pix foi um divisor de águas na inclusão financeira. Agora, entra na fase de amadurecimento, com camadas de segurança à altura de um sistema que movimenta bilhões diariamente”, resume Hoffmann.
Mercado Ouro fecha em alta com recompras técnicas em dia de avanço de metais
Mercado Trump exibe nova nota de US$ 100 com assinatura presidencial inédita
Mercado Caso do Grupo Mateus reacende riscos tributários para varejistas e farmacêuticas Mín. 19° Máx. 24°