
A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde (Gevs), promoveu, nesta terça-feira (2), o 2º Seminário Estadual da Febre do Oropouche, que neste ano teve como tema “Vigilância e atenção integradas à saúde materno-infantil”. O encontro teve como objetivo fortalecer e ampliar o diálogo sobre as estratégias de prevenção e controle das arboviroses de forma articulada à atenção materno-infantil, além de proporcionar a troca de experiências entre profissionais que atuam nos territórios com casos confirmados da doença.
Em 2025, a Paraíba já registrou 652 casos da febre do oropouche, um dado que reforça a importância da vigilância ativa, da integração entre os níveis de atenção e da cooperação entre Estado, municípios e União. Participaram do seminário profissionais de saúde, coordenadores de vigilância epidemiológica e de atenção primária de diferentes regiões do estado.
O secretário executivo de Gestão de Rede de Unidades de Saúde, Patrick Almeida, destacou o papel central do Sistema Único de Saúde (SUS) junto às áreas técnicas no enfrentamento da oropouche e de outras arboviroses. “O avanço que tivemos no enfrentamento da febre do oropouche não se deve apenas ao aumento de casos, mas à nossa maior capacidade de identificar e notificar. A vigilância epidemiológica é o alicerce das decisões em saúde pública, e os resultados alcançados em nosso estado são fruto do trabalho conjunto das equipes da SES, dos municípios e do apoio do Ministério da Saúde”, ressaltou o secretário, reforçando que a agenda representa um espaço de construção coletiva.
De acordo com a gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Talita Tavares, é de suma importância o fortalecimento da rede para garantir uma resposta qualificada diante do avanço da febre do Oropouche, com atenção especial à saúde materno-infantil. “Desde o primeiro seminário, trabalhamos a vigilância epidemiológica, ambiental e laboratorial, o que nos permitiu identificar e acompanhar os casos em áreas com presença do vetor e condições climáticas favoráveis à transmissão. Sabemos que, assim como outras arboviroses, o Oropouche pode apresentar aumento de casos em períodos sazonais. Por isso, estamos fortalecendo a rede para aprimorar a detecção e a organização da assistência, garantindo um cuidado adequado, principalmente para gestantes, recém-nascidos e crianças”, destacou.
Ao longo do seminário, foram discutidos temas centrais relacionados ao agravo, com destaque para as palestras “Vigilância Epidemiológica do Oropouche: Situação epidemiológica no Brasil e no Estado da Paraíba” – que trouxe um recorte especial sobre o município de Bananeiras, no Brejo paraibano, local com maior incidência da doença – e “Febre do Oropouche com foco na atenção primária: assistência materno-infantil”.
“Estamos diante de uma doença que ainda exige compreensão. O Oropouche tem mostrado impactos relevantes, sobretudo em gestantes e crianças, e precisamos aprofundar o debate para fortalecer a rede de atenção”, pontuou o presidente da Comissão de Infectologia do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), Fernando Chagas, que participou da mesa de abertura.
A programação também incluiu uma mesa-redonda sobre “Febre do Oropouche na Atenção Especializada: cuidados integrados do recém-nascido”, reunindo especialistas para debater os desafios do atendimento clínico diante dos impactos da doença em gestantes, bebês e puérperas.
Para a representante da coordenação-geral de Vigilância das Arboviroses do Ministério da Saúde, Morgana de Freitas Caraciolo, o Brasil enfrenta um desafio concreto, que é a transmissão da doença em regiões extra-amazônicas, acompanhada do registro de casos graves e até óbitos, algo que, segundo ela, até 2023 não constava de forma clara na literatura científica.
“Entre esses casos graves, destacam-se situações de transmissão vertical, com desfechos como óbitos fetais e anomalias congênitas. Esse cenário exigiu das equipes de vigilância e assistência o desenvolvimento de novas capacidades de investigação, além do alinhamento de fluxos de atendimento para esses pacientes”, reforçou Morgana, reafirmando o compromisso do Ministério da Saúde em fortalecer uma vigilância integrada, baseada na troca de experiências entre estados, municípios e governo federal.
O encerramento do evento foi marcado pela palestra “A importância do monitoramento integrado de vigilância e atenção à saúde de condições relacionadas às infecções durante a gestação, identificadas no pré-natal, parto e puericultura”, conduzida pelo consultor técnico da Unidade Técnica de Vigilância de Anomalias Congênitas do Ministério da Saúde, Ricardo Rohweder.
O que é febre do oropouche? - A febre do Oropouche é uma arbovirose transmitida pelo mosquito popularmente conhecido como “maruim”, que tem se expandido do Norte para outras regiões do Brasil, incluindo o Nordeste. A doença, com sintomatologia semelhante à da dengue, pode causar febre, dores no corpo e, em casos mais graves, afetar gestantes e recém-nascidos. A vigilância epidemiológica e o monitoramento integrado executados pela SES junto aos municípios são fundamentais para identificar casos, prevenir a transmissão e organizar a assistência à população.






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