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Tarcísio trata de anistia com líder do Republicanos antes de julgamento de Bolsonaro

Tarcísio trata de anistia com líder do Republicanos antes de julgamento de Bolsonaro

01/09/2025 às 18h59 Atualizada em 01/09/2025 às 19h02
Por: Redação Fonte: infomoney
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Tarcísio trata de anistia com líder do Republicanos antes de julgamento de Bolsonaro

Tarcísio trata de anistia com líder do Republicanos antes de julgamento de Bolsonaro.

 

Governador de São Paulo permanece recluso no Palácio dos Bandeirantes e evita a imprensa.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), preferiu evitar os holofotes nesta segunda-feira, 1º, véspera do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as agendas internas no Palácio dos Bandeirantes, contudo, esteve um encontro com o presidente do seu partido, Marcos Pereira. Segundo o dirigente partidário, o encontro tratou da “anistia”.

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Além do projeto de lei que tramita na Câmara e procura livrar os condenados pelos ataques do 8 de janeiro, Tarcísio se comprometeu publicamente a conceder um indulto a Bolsonaro como “primeiro ato” caso seja eleito presidente da República. A declaração veio após uma sequência de críticas de Eduardo e Carlos Bolsonaro sobre as articulações por uma chapa de centro-direita contra Lula enquanto Bolsonaro está preso em casa e no momento em que o governador passou a se movimentar de maneira mais clara rumo a uma disputa presidencial em 2026.

O julgamento de Bolsonaro por golpe de estado no Supremo Tribunal Federal (STF) começa nesta terça-feira, 2, a partir das 9h, com oito sessões previstas ao todo. Será restrito à primeira turma da Corte, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Luiz Fux. O político é acusado de ser o principal beneficiário da trama golpista, segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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Os demais réus do chamado “núcleo crucial” levados a julgamento serão os ex-ministros de seu governo Walter Braga Netto (Casa Civil), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Anderson Torres (Justiça) e Paulo Sérgio Nogueira (Defesa), além de Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin e atualmente deputado federal pelo PL-RJ), Almir Garnier Santos (ex-comandante da Marinha) e Mauro Cid (ex-ajudante de ordens).

A PGR pediu a condenação de todos por cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolir violentamente o Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Ramagem, contudo, teve suspensos pela Câmara dos Deputados os crimes supostamente cometidos após a diplomação.

Flerte com o PL

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou na semana passada que conta com a filiação do governador de São Paulo caso ele acerte com Bolsonaro, inelegível até 2030, a desistência da candidatura do ex-presidente e o seu apoio aberto na disputa. Esse movimento vem sendo anunciado pelo cacique partidário há anos, ainda sem sucesso. Com a proximidade das eleições, porém, o Republicanos tentar evitar a saída. A sigla do “Centrão” comanda um ministério no governo Lula, o de Portos e Aeroportos, com Silvio Costa Filho.

 
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